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Coluna

Alan Vasconcelos
Publicada em 04/12/2023 às 18h37

Do acesso culposo ao rebaixamento doloso

Todos devem se lembrar da angústia que foi viver as últimas rodadas da Série B do ano passado. Um time que era incapaz de apresentar um bom futebol teve a oportunidade de conquistar o acesso com três rodadas de antecedência e na presença de seus torcedores, mas fracassou. Felizmente, o tão esperado (e obrigatório) acesso veio na última rodada, contra o CRB, em Maceió. A campanha de 2022 ficou conhecida como “acesso culposo”, pois o time aparentava não ter intenções de subir.

Mais de um ano se passou e estamos aqui, angustiados mais uma vez, só que sofrendo com um iminente rebaixamento. Dessa vez, parece que o Bahia reúne todas as suas forças para ser rebaixado: desperdiça pontos importantes em casa, amarela em confrontos diretos e perde gols incríveis que colocariam a equipe em uma situação mais confortável na tabela. No caso, esse seria o rebaixamento doloso, onde o time não mede esforços para fazer o pior campeonato possível e ser rebaixado.

Não faltaram avisos de que erros haviam sido cometidos na montagem do elenco, isso vem sendo alertado desde o início do ano, antes mesmo do Brasileirão começar. A diretoria ignorou os pedidos da torcida e seguiu com a equipe montada e fracassou no primeiro semestre. Tiveram chances de reverter a situação na janela do meio do ano, mas não trouxeram peças suficientes para reverter a situação criada por eles mesmos. Como se não fosse o bastante, insistiram em um treinador que protagonizou alguns dos episódios mais vergonhosos da história desse clube. Mas mesmo assim a torcida apoiou e acreditou no time.

Após vencer o Corinthians por 5x1 (nosso verdadeiro suspiro da morte), o Bahia ficou com a faca e o queijo nas mãos para escapar do rebaixamento, a decisão seria contra o São Paulo, em plena Fonte Nova Lotada. Para aumentar ainda mais a esperança dos torcedores, o Vasco, principal concorrente na luta pelo rebaixamento, tinha perdido na noite anterior para o mesmo Corinthians que o Bahia aplicou uma goleada histórica. Um tirunfo nessa partida contra o São Paulo seria capaz de fazer com que o Bahia dependesse somente de um empate nas duas rodadas restantes para se manter na primeira divisão. Mas foi aí, apesar de toda esperança e vontade da torcida baiana, que encheu o estádio mais uma vez, que o tricolor paulista tirou a faca das mãos do Bahia e o apunhalou da forma mais cruel possível, com um gol no final da partida. Tínhamos ficado apenas com o queijo, mas ainda existia esperança.

Nosso azar foi que, mesmo ainda tendo o queijo em nossas mãos, o próximo adversário era o América-MG, que mesmo sendo o pior time do campeonato, ainda é mineiro e conseguiu roubar o queijo das mãos do Bahia. Nosso último adversário? O Atlético de Minas Gerais.

Com tantos indícios, não dá pra dizer que esse rebaixamento aconteceu por acaso. Não tem como falar que eles não subestimaram o futebol brasileiro, nem que não desdenharam da própria torcida. O Bahia é o culpado pelo seu próprio fracasso neste ano. Fez tanta força para ser rebaixado que dá a entender que isso sempre esteve dentro do planejamento.

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