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Coluna

Cássio Nascimento
Publicada em 30/11/2023 às 22h23

O nosso futebol de segunda categoria

Depois dos doze orixás do Dique (nem lembro quantos são, me corrijam aí) entrarem em campo lá pros lados de Ermelino Matarazzo, triturando o Corinthians, parece que o life dos caras acabou depois de vencer o chefão e não tinha ficha pro continue. Num jogo modorrento, o Bahia deu um vacilo que não se dá e o são-paulino acertou um chute bem colocado, empurrando o time de volta pra Zona, depois de todo o Universo conspirar a nosso favor. O Bahia não é fundamentalista radical neopentecostal, mas joga pedra em santo todo santo dia. Não é Satanás, mas quer porque quer ser mandado pro inferno.

Restam ainda duas rodadas no Brasileiro mais emocionante desde 2003, quando adotaram os pontos corridos – os críticos do formato, incluindo alguns tricolores saudosistas, vão ter que se contentar em ver o Brasileirão desse jeito por um bom tempo. O nosso tricolor ainda joga com o putrefato América fora de casa e com o candidatíssimo ao título Atlético-MG dentro de casa. Quem aí acredita que vamos vencer os dois jogos? Eu não acredito, e se Ogum fizer download de novo no Independência e na Fonte Nova, não vou retirar o que eu disse, porque estou cansado desses campeonatos de tabela invertida e não terá sido mais do que a obrigação de um elenco medíocre em um clube endinheirado. Ah, caso haja uma combinação bem provável de resultados, ou seja, derrota nossa e triunfos de Vasco, Santos e Cruzeiro; o botão do “menos um” já estará apertado.

Elenco medíocre e diretorias/CEOs e afins igualmente medíocres. Não houve a demissão tempestiva do português rabugento, apostaram num elenco de jogadores de segundo escalão de mercado e deu no que deu. O City SAFado ainda tem um longo caminho pela frente, mas podemos, desde já, esquecer 2023, independentemente do que aconteça nos próximos dois jogos. Rogério Ceni deu padrão de jogo, mas era tarde demais.

O iminente rebaixamento, caso se concretize, não será desastroso como os anteriores, e selará uma triste rotina do futebol nordestino. Aliás, o que deverá acontecer, muito provavelmente, é que sejamos até campeões da segunda divisão em 2024, igual a um clube do depósito de lixo que recentemente conquistou a duvidosa honraria – e, com certeza, vai ter tricolor pouco inteligente querendo botar estrela de prata na camisa. É isso que a dupla Bavice consegue: ser o melhor do segundo escalão. Aliás, nem mais moral temos pra chamar o vice de vice...

O futebol baiano ainda é de segunda, e assim será por um bom tempo. O rival, que subiu com pompa e circunstância, deverá retornar ao subsolo em breve, em se cumprindo a tendência atual. 2023 terá nos mostrado, mais uma vez, que não basta ganhar na mega-sena pra ser rico: é preciso comportar-se como rico.

Saudações tricolores e boa sorte ao nosso Bahia!

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