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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 19/11/2021 às 12h52

Próximo compromisso será decidido pela torcida

Segue o jogo e muda de página porque o próximo compromisso será decidido pela torcida e não pela falta de espírito do time que jogou bisonhamente contra o Sport, sem suar a camisa dentro de campo. Tomara que contra o Cuiabá a alma Tricolor entre em campo e ajude a torcida a jogar junto. O time do Mato Grosso não é qualquer obstáculo, é uma “pedreira”, e vencê-lo será uma questão de entregar à disputa a alma e o corpo com inteligência. 

Sejamos lúcidos e analisemos as coisas sob a clareza dos fatos; o Bahia em Recife assistiu um Sport moribundo jogar com a raça que o Tricolor não teve nem nos sonhos da noite anterior e, mais uma vez, o time pernambucano aplicou um gude preso que deixa o Esquadrão à beira de um desastre nessa meia dúzia de jogos restantes, se os jogadores não mudarem de postura. 

A diretoria Tricolor “tem” tanta confiança na salvação da “lavoura” que se recusa a tratar de qualquer renovação de contrato antes do fim do campeonato. Gilberto ainda não renovou devido à dúvida sobre se o Bahia cai ou não. Cair é uma possibilidade que vem crescendo cada vez mais com o passar das rodadas. Se o Bahia estivesse em melhores condições na tabela, sem correr nenhum perigo de rebaixamento, alguns contratos já estariam renovados, principalmente, de Gilberto -- série B significa cortar em muito a folha salarial. 

Após o jogo contra o Flamengo os jogadores foram recebidos apoteoticamente no aeroporto, o clube passou a semana toda fazendo marketing em cima de uma derrota atribuída unicamente ao Árbitro -- no pênalti, o árbitro da sala do VAR induziu claramente o árbitro de campo ao erro quando disse que a bola batera também no braço do zagueiro – e esqueceu que Matheus Bahia e Rossi também contribuíram decisivamente para a derrota.  

O assunto daquela semana foi o “roubo” no jogo contra o Flamengo. Mas... e neste dia 18 passado, na Arena Pernambuco, quem foi o conspirador inconfidente? Teria sido o Sport que combinou tudo com a mídia brasileira para que o presidente e vice presidente do Bahia passassem a semana toda com suas carinhas na tela, choramingando e demonizando o árbitro do jogo contra o Flamengo e, consequentemente, deixassem os jogadores do Tricolor desligados? Não de propósito, mas esse paternalismo do torcedor com o Bahia pós jogo contra o Flamengo surtiu efeito de acomodação. 

Porém reconheço e aplaudo a sagacidade do marketing Tricolor que soube tirar proveito de uma derrota para vender em uma semana mais de dez mil camisas e ainda ver o quadro de sócios sair do estado letárgico no qual se encontrava, reagindo de forma positiva. Isso inebriou tanto a diretoria do Tricolor que esqueceram o Leão, achando-o uma presa fácil, antes de o caçador colocar os “cachorros no mato”.   

Conspirações (...) à parte, fato é que haverá seis jogos decisivos pela frente e esses jogadores precisam entender melhor a grandeza do Bahia e jogar com vergonha na cara, na raça pura se não der na técnica. Mas, principalmente, com respeito e amor à profissão e às suas respectivas famílias. Repetir no próximo jogo a sonolenta atuação contra o Sport não é coisa de homens compromissados com a grandeza de um clube como o E.C. Bahia. 

PROPALADA “CONSPIRAÇÃ CONTRA O BAHIA” 

O VAR é uma tecnologia no futebol que foi projetada, desenvolvida e executada em sua essência por Manoel Serapião Filho, como membro da International Football Association Board (IFAB), órgão que regulamenta as regras do futebol. Este colunista acompanhou e escreveu sobre essa nova tecnologia no futebol pela primeira vez em 2016. Antes mesmo da sua oficialização.   

Sendo amigo de Serapião, o conheço bem. É um homem íntegro, de caráter ilibado, Magistrado aposentado e ex-árbitro de futebol. Serapião é a decência personificada. Jamais compactuaria com coisas da má fé. Se algo sistemático houvesse, Serapião já teria se afastado definitivamente do Departamento de Arbitragem da CBF, onde é instrutor de árbitros, consultor técnico e ouvidor -- é a Ouvidoria que dá o parecer sobre qualquer reclamação dos clubes no tocante às arbitragens.

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