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Coluna

Alan Vasconcelos
Publicada em 06/12/2023 às 23h48

Sinais de um milagre

Comecei a escrever esse texto horas antes do início da partida, talvez seja influência da noite que passei em claro ou apenas efeito do desespero de um torcedor que não quer ver seu time rebaixado; quem sabe um pouco dos dois. Pode não ter sentido (certamente não tem), mas consigo ver e sentir os sinais que gritam a permanência do Bahia na Série A.

A paixão de um torcedor por seu clube consegue ultrapassar todas as barreiras da sanidade, fazendo com que ele ignore a realidade e acredite com veemência no impossível. Esse é meu caso. Sei que todas as possibilidades estão contra o Bahia e também tenho ciência de que a permanência é extremamente difícil, mas, por algum motivo, esses fatores só fazem com que minha crença no Bahia aumente cada vez mais.

São nos momentos de adversidade que a fé, o amor e a lealdade são testados. Quando tudo está contra, inclusive os atletas que fazem parte do time, nós, torcedores, temos o dever de permanecer acreditando. E eu continuei.

Continuei acreditando porque isso é tudo o que me resta. Continuei acreditando porque não vi sentido em desistir logo agora. Continuei acreditando porque se eu não acreditar, quem mais vai? Continuei acreditando porque sou Bahia e aprendi desde cedo que do Bahia jamais se deve duvidar!

Os sinais começaram logo pela madrugada, quando um vídeo da narração do jogo de 2007 contra o Fast apareceu em meus recomendados do Youtube. Pouco tempo depois, João Leiro, do Info Bahêa enviou o mesmo vídeo no grupo de membros do canal. Você pode enxergar como coincidência, mas para mim foi um sinal.

Mais tarde, quando saí para almoçar com meu pai e irmão, demos a sorte de estarmos na mesma churrascaria que o grande Beijoca, em Lauro de Freitas (cidade que raramente visito). Quando saímos, meu irmão resolveu rever alguns gols que o lendário camisa 9 marcou pelo Esquadrão. Dentre os gols que estavam no vídeo, três chamaram a minha atenção: dois contra o Atlético-MG, em um jogo que o Bahia derrotou o Galo, adversário de hoje, por 2x0 e um que ele marcou pelo Fortaleza, que enfrenta um dos nossos rivais na luta contra o rebaixamento.

Voltando para casa, por volta das 19h30, me deparei com um engarrafamento na Avenida Paralela, na região da Unijorge. Passado um tempo, notei que não tinham carros transitando na via ao lado, foi quando, de relance, vi luzes azus e vermelhas da PM escoltando um ônibus descaracterizado. De início, cheguei a pensar que era o ônibus Atlético-MG, mas depois de chegar em casa percebi que era o do Bahia. Por questões de segurança, a diretoria optou por usar um ônibus diferente. Foi neste momento que tive certeza de que tudo já estava escrito. 

Buzinas, camisas do Bahia, torcedores falando sobre o jogo e comentando as combinações de resultado necessárias para a permanência. Estava muito enganado quem achou que a nação tricolor já havia jogado a toalha. A chama não tinha se apagado (jamais irá), só estava enfraquecida e necessitava de apenas uma fagulha de esperança para queimar por toda a alma de cada tricolor vivo neste mundo.

Realmente, pode ser que esses acontecimentos tenham sido mera coincidência, mas prefiro romantizar o cotidiano e acreditar que tudo isso foram sinais de que um milagre estava para acontecer.

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