Torcedor enlouquecido com os erros do Bahia
31/3/2010
Não entendo qual a dúvida de Renato Gaúcho em relação à entrada de Rogerinho como titular neste jogo decisivo da Copa do Brasil. Por que ele está em dúvida entre Rogerinho e Abedi? Não desfazendo do futebol de Abedi, mas nem se compara o futebol dele com o de Rogerinho. Mesmo atuando pouco pelo esquadrão de ação ele apresentou um futebol vários anos luz a frente do futebol de Abedi, que em minha opinião não tem nenhuma qualidade como meia de criação. Eu ate usaria ele no time como um volante, mas nesse jogo contra o Dragão, com certeza ele seria reserva, a não ser que o Rogerinho não esteja em condições física para atuar, porque a única possibilidade de se comparar Abedi com Rogerinho é essa - ele estando sem condição física.
O técnico tem que perder esse medo ridículo. Tem que por um time com poder de ataque, além do mais na guerra, não se ganha sem atacar. É como o dito popular: “a melhor defesa é o ataque”. Claro não se pode sair desesperado ao ataque, tem que ter uma tática, mas também não pode estar pensando em por um time ofensivo com o Abedi no meio, quando se pode estar com um time com um Rogerinho da vida em campo dando qualidade ao meio de campo do Bahia.
Outra coisa: parabenizo o técnico por estar dando uma segurança à torcida em relação à parte defensiva do Bahia que mesmo com erros está se postando bem em campo. Está faltando um pouco mais de força de vontade dos jogadores. Eu sei que jogar sem receber o salário é ruim, mas pensem bem vocês, jogadores:
Atuam bem com disposição e força de vontade é = a mais possibilidade de vitórias do Bahia que é = a torcida alegre que = a estádio cheio que é = a dinheiro entrando com a verba da torcida que é = a maior possibilidade de se receber seu salário em dias.
Porque jogar sem “tesão”, como o técnico disse, só piora as coisas, porque se vocês não querem jogar sem receber, vão embora do clube. O Bahia quer guerreiros em campo tem que representar o meu esquadrão. Infelizmente é a situação do Bahia, porque se vocês tivessem fazendo um trabalho excelente com certeza o Pituaçu só andaria lotado, não tenha dúvida disso. E mais uma coisa para concluir: pelo amor de Deus, pega esses jogadores e bota pra treinar junto com os meninos da divisão de base, pra ver se eles aprendem a função básica no futebol: o passe. Está ridículo, está faltando calma. Tem hora que o Bahia fica parecendo o baba aqui da rua... É chutão, passes errados ridículos que nem a divisão de base do Bahia tem dado. O futebol hoje vive com base no passe, se você toca rápido com consciência você envolve o adversário e arranja espaço para avançar até a meta adversário. O principal erro de passe está exatamente no principal que é o de colocar o atacante ou qualquer outro jogador na cara do gol.
E com esses problemas todos de passe, você quer colocar o Abedi, que tem uma qualidade de passe ridícula? Pelo amor de deus, né?!
Um aviso para ao Ávine: cuidado com as costas, você deixa muito aberto quando sobe ao ataque. Eu aprendi que quando o lateral sobe o volante cobre seu posto, coisa que não acontece no Bahia.
Agora eu vou passar aqui o time titular do Bahia em minha opinião:
Goleiro = Fernando.
Zagueiros = Nen e Alison.
Lateral esquerdo = Ávine (está precisando ser um pouco mais maduro em campo).
Lateral direito = Rafael. Apodi não tem vaga no meu time, tem velocidade mas não tem qualidade nenhuma, então não serve para jogar futebol. Vai tentar correr a maratona da São Silvestre pra ver se tem futuro, porque no futebol tá brabo.
Volantes = Marcone e Bruno Silva. Leandro tem uma garra incrível, mas tá vacilando em campo, tem que ficar um pouco no banco pra acorda pra vida, apesar de ser um bom volante.
Meio campo ofensivo = Ananias e Rogerinho. Como Rogerinho só anda contundido, a outra opção seria Mauricio - excelente jogador, pena que o Bahia já vai perde ele. Já está se preparando para sair do Bahia, infelizmente, mas temos que aproveitar o quanto puder desse menino enquanto ele estiver no Bahia. Creio que seja a principal revelação do Bahia nos últimos tempos... Aí é que vem o problema: Rogerinho contundido e Maurício indo embora, quem será o substituto? Nessa vaga, infelizmente, o Abedi, que como um meio ofensivo ele dá um ótimo vendedor de picolé. Não pense que eu tenho nada contra o Abedi por estar falando tão mal dele. Eu até me agradei quando soube da contratação dele, gostei das atuação dele no Vasco. Não tinha qualidade realmente lá, mas mostrava uma determinação enorme, coisa que ele não vem fazendo com tanta ênfase aqui no Bahia. E ele deveria atuar como um volante por não ter qualidade como meia ofensivo.
Renato Gaúcho só te lembrando o que é meio ofensivo: Os meias são os responsáveis pela criação das jogadas. Atuando a partir do campo do adversário pelo lado direito, esquerdo ou mesmo pelo centro, estes atletas muitas vezes são os detentores de maior técnica e habilidade e dão passes para a conclusão dos atacantes. Entendeu? Se nosso meio não tiver essas qualidades, como que o Esquadrão vai chegar ao gol adversário?
Ataque = Rodrigo Gral e Edílson. Rodrigo gral vem mostrando muita garra, corre, marca lá na frente, se posiciona bem, é um bom atacante. Edílson, mesmo estando velho, mostra ainda ter qualidade mas não condição física.
Então para o Brasileirão eu creio que o Bahia precise de um jogador novo no ataque, com velocidade, e que não tenha medo de partir pra cima do adversário. Aí sim, o Bahia teria um ataque bom com o veterano (Rodrigo Gral) administrando o ataque e um menino novo bagunçando com a defesa adversária.
E pro Brasileirão 2010 precisa de muitas contratações, viu presidente?! Se liga! Acorda pra vida e bota o Bahia pra andar.
Parabenizando o técnico Renato Gaúcho, que está fazendo um ótimo trabalho, mesmo eu não gostando da sua contratação logo quando soube, mas tá mostrando pra que veio. Mas vamos esquecer as amizades com os jogadores e ser um pouco mais profissional, entendeu? Amizade é até antes da entrada dos jogadores em campo, seja para treinar ou para jogar as partidas. Você tem que ser amigo, sim, dos seu comandados, mas tem que esquecer a amizade e ser técnico na hora das escolhas.
É isso, vamos botar o Esquadrão no lugar que é dele - na elite do futebol brasileiro.
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