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Notícia | Entrevista

Publicada em 01 de novembro de 2018 às 01h19

Enderson lamenta eliminação, mas se mostra orgulhoso do Bahia

Treinador cita orgulho por desempenho do time em jogos da Sul-americana

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

O Bahia chegou perto da vaga na semifinal da Copa Sul-americana, mas sofreu uma derrota na disputa por pênaltis diante do Atlético-PR, após ter vencido o jogo por 1 a 0 durante os 90 minutos na Arena da Baixada.

Após a eliminação tricolor da Sul-americana, o técnico Enderson Moreira lamentou a saída da equipe nas quartas de finais, especialmente devido aos erros de arbitragem que culminaram neste resultado após 180 minutos. Entretanto, o comandante tricolor também afirma estar orgulhoso de seus atletas e parabeniza o Atlético pela classificação.

“Parabenizar o Atlético. Hoje eles têm que comemorar demais. Acho que eles estão com aquela sorte de campeões, porque na história do atlético eu duvido que eles tenham passado por um adversário que fez quatro gols neles e sofreu apenas um. Isso é uma coisa inédita. Não sei se na história deles tem algum confronto que aconteceu isso. Infelizmente nos tiraram a possibilidade de poder nos classificar, mas eu estou muito orgulhoso dos atletas”, falou o técnico.

Depois de uma eliminação na qual o Bahia perdeu dois de seus três pênaltis, com Vinícius e Zé Rafael, Enderson citou as dificuldades que o time encontra na grama sintética da Arena da Baixada, além do lado emocional como mais um fator a mais para dificultar a busca pelo resultado.

“Acho que é o emocional, um fato muito importante. Você sabe quantos escanteios que os nossos jogadores bateram que a bola não subiu? Será que eles erram tanto assim? Não. É porque a bola não fica sobre um espaço que a grama natural tem. Ela fica sobre um espaço duro, que é difícil de levantar a bola. Atleta de alto nível, quando você está em uma grama mais baixa, mais seca, isso tudo faz diferença. É adaptação. Bater pênalti para eles também aqui é tenso. A batida tem que o costume de ser mais no meio, as vezes pega mais em baixo, sobe, vai mais baixa... também tem isso. Não é loteria no sentido de que as coisas acontecem. Tem competência, o lado emocional, e uma parcela de sorte também”, analisou o técnico.

Análise da campanha tricolor na Sul-americana

“Eu acho que fizemos partidas maravilhosas. Eu acho que a postura foi muito boa para esse tipo de jogo. O Bahia é um time que sabe tocar a bola, Bahia é um time que sai jogando, que argumenta o jogo, que tem posse de bola, que tem transição, tem que velocidade. A gente já fez ótimos jogos aí, e as vezes o resultado escapa de alguma forma. Hoje eu acho que foi o mais contraditório, porque todos acreditavam que a gente não teria a capacidade de poder fazer o jogo que nós fizemos”.

Orgulhoso do time

“É o que a gente tem de expectativa, cara. Terminar bem o brasileiro, porque o Bahia tem jogado bem, tem enfrentado os adversários com uma postura gigantesca. Não é um time reativo, que joga só para trás, se defendendo, é um time que sabe o que fazer. Não canso de enaltecer esse grupo. É uma coisa especial para mim. Eu tenho tanto orgulho deles, cara... Mas é tão orgulhoso... eu tenho falado com eles. Eu tenho mais falado do que treinado. Eu falo para eles e eles conseguem fazer, cara. Eu fico espantado com a dedicação deles. Muito me orgulho e espero que o torcedor reconheça isso. Não foi fácil; a gente veio para quebrar um momento especial do Atlético e a gente tem que valorizar isso. Poderíamos ter saído classificados e seria merecido, mas a gente entende que é aquela sorte de campeão. Aquele negócio de fazermos quatro gols e apenas um ser validado”.

Escolha por três volantes

“Vocês viram o Bahia em cima deles. Tem muita gente que fala: “Ah, vai para cima deles”, “tira os volantes”. Vou te falar uma coisa: eu tenho dó de quem joga de volante. Ô função maltratada nesse país. Lá fora os caras valorizam os volantes. O Xavi, que joga muito, o Busquets que joga demais, e aqui a gente mete o pau nos caras. São jogadores profissionais, tem qualidades técnicas. A função deles não quer dizer que não tem qualidade de jogo. A função deles está muito mais ampla do que antigamente. Antes era um cara que marca, mas todos hoje têm qualidade de jogo, trocam passes, chegam na área, então assim: queria enaltecer todo o departamento de futebol do Bahia, que nos oferece todas as condições de poder vim aqui e fazer o jogo que nós fizemos. Estou muito orgulhoso do torcedor, do clube. Chateado pela eliminação, mas tenho muito orgulho pelo o que eles fizeram aqui hoje”.

Sequência de jogos

“Hoje foi um dia que me diverti bastante à beira do campo. Isso sem poder treinar muito. Fizemos um único treinamento ontem. O Bahia tem 67 jogos. A gente não teve possibilidade de poupar jogar no sábado, não estamos com folga no brasileiro. O que eu faço sempre é colocar os que estão em melhor condição para o jogo. Depois que inicia a gente pode pensar em alternativas, mas o estudo que é feito, é com critério. Não tem invenção. Eu faço aquilo com base nos dados que eu tenho, com minha experiência no futebol. Acho que é importante para o clube e foi assim sempre. Hoje nós demonstramos a importância que nos demos para competição. Jogamos com alma, com determinação... se você for pegar o GPS do que esses caras correram hoje, é uma coisa absurda. É de tirar o chapéu. Infelizmente fomos eliminados”.

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