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Notícia | Entrevista

Publicada em 24 de setembro de 2018 às 23h12

Enderson vê Bahia superior contra o Vasco: 'o resultado nos escapou'

"Eu acho que a avaliação é positiva", avalia o técnico

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

O Bahia visitou e perdeu para o Vasco na noite desta segunda-feira (24), em São Januário. Após o revés por 2 a 1, o técnico Enderson Moreira concedeu a tradicional entrevista coletiva para analisar o desempenho de sua equipe no confronto fora de casa.

Em sua análise sobre o jogo disputado nesta segunda, Enderson Moreira afirma que o Bahia foi superior diante do Vasco, tanto em desempenho, como em número de chances criadas. Entretanto, ele lamenta o resultado sofrido para uma equipe que criou menos oportunidades de gols.

"Eu não gosto de usar números, mas no primeiro tempo foram nove finalizações contra uma. A gente teve uma supremacia enorme até a expulsão. Os jogadores que entram tiverem um nível muito bem. Eles estão muito adaptados aquilo que a gente tem colocado para a equipe, não é fácil fazer dois terços do jogo com um jogador a menos. Mesmo assim a gente não deu oportunidades ao Vasco, com a exceção de dois lances que eles poderiam ter feito de maneira diferente. Eu acho que a avaliação é positiva. O time teve uma participação de forma que poderia ser. Fechar os espaços, compactamos bem, quando tivemos oportunidade conseguimos subir bem, forçar o Vasco a errar, mas infelizmente o resultado nos escapou", analisou o treinador.

"É duro para a gente perder um jogo desse. O Vasco mesmo com um jogador a mais não criou situação tão clara. É claro que numa bola ou outra vai ter uma chance, uma falha, uma dificuldade. No segundo tempo nos tivemos boas chances, bolas que poderiam ter entrado, poderíamos ter feito o segundo gol. A gente lamenta porque foi um jogo, pelo início, a gente merecia um resultado diferente", acrescentou.

Outros temas falados pelo treinador:

Expulsão de Douglas:

"É difícil tomar uma decisão. A regra fala em chance iminente de gol. Eu acho que quando ele (Douglas) domina a bola, a bola está controlada, mas quando perde a bola, ele vai para uma dividida. O Vuaden achou que era risco iminente, mas eu achei que era uma bola dividida. É diferente do cara pegar a bola, tentar driblar e sofrer o pênalti. Quando ele deu o toque, eu acho que a bola está em disputa. Não dá para lamentar. O que eu lamento é que hoje tivemos um julgamento de uma expulsão, nem um julgamento, foi uma citação na súmula. O que me deixa chateado foi o Vuaden não ter dado o cartão amarelo para o jogador do Vasco que tinha um cartão e simulou. Por que não pode dar o cartão amarelo que seria o segundo?"

Time titular:

"São escolhas dentro daquilo que a gente imaginava. Vasco tem num lado direito forte. A gente pensou e estava funcionando muitíssimo bem. Infelizmente, com a expulsão, a gente teve que modificar. Ainda assim a gente conseguiu controlar a partida. A gente fica chateado porque nos escapa um resultado que era muito importante pra gente".

"Acho que o Nilton é um jogador que a gente confia muito, tem ótimo jogo aéreo, muito capaz, sabe fazer o jogo, consegue dar intensidade muito boa".

Segundo gol do Vasco:

"Futebol é difícil de você, com um jogador a menos, evitar todos os lances. Sempre escapa um. Eles tiveram um cruzamento que houve mérito do cabeceador, de quem cruzou a bola. É muito difícil, com um jogador a menos, fazer um jogo sem dar uma chance pro adversário".

Desfalques

"Acho que o desfalque teve dos dois lados. A gente estava com muito jogador fora. Não tem uma equipe que jogou mais que o Bahia. O Vasco se preparou a semana toda. Nós tivemos uma decisao na quinta. Não é fácil pegar essa sequência. Nós perdemos dois atletas por causa da sequência. Provavelmente se não tivessem jogado na quinta-feira estariam participando hoje. À medida que o Vasco tentou ter uma equipe ofensiva, a gente sabia que teria condição boa de poder criar situações, de não perder a consistência, de criar situações. A gente fechou bem os lados do campo, que tinham uma dobra de laterais com o Lenon e Pikachu. A gente começou ter uma situação interessante para poder vencer o jogo".

Substituição de Élber por Flávio:

"A gente estava caminhando para um jogo extremamente desgastante. Nilton já dava sinais de desgaste. A intenção foi colocar um jogador para segurar um pouco o lado. Clayton e Marco Antônio não são jogadores com perfil do Élber, de muita consistência defensiva. A gente tentou para segurar o máximo".

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