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Notícia | Entrevista

Publicada em 26 de setembro de 2018 às 23h57

Frente Esquadrão Popular debate mistura entre futebol e política

Coletivo é formado por torcedores tricolores e tem como intuito promover debates quanto a temas que são deixados de lado no esporte

Victor de Freitas

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Fonte: Divulgação

Com o intuito de misturar o amado futebol com temas que são deixados de lado no meio esportivo, o coletivo "Frente Esquadrão Popular" promoveu um debate nesta última terça-feira (25), no qual contou com as presenças de nomes como os dos jornalistas Juca Kfouri, da emissora ESPN, e Nelson Barros Neto, atualmente gerente de comunicação do Esporte Clube Bahia.

A mesa redonda foi realizada no auditório do Sindae (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado) e teve mediação da socióloga Rosanita Baptista. Além de Juca Kfouri e Nelson Barros Neto, o encontro teria a participação do publicitário Sidônio Palmeira, que não pôde comparecer.

Segundo manifesto do grupo, o futebol deve levar em conta mais do que as questões esportivas.

Em conversa com o jornalista Dalmir Campos, do ecbahia.com, um dos representantes da Frente Esquadrão Popular, Wagner Telles, explicou do que se trata este coletivo, quais são os propósitos a serem seguidos e como fazer para aderir ao movimento.

"A Frente Esquadrão Popular é um coletivo que reúne diversos grupos. É um grupo formado por torcedores e torcedores do Esporte Clube Bahia, sócios e não-sócios e é uma frente que foi pensada como uma causa para trazer ao futebol temas que ainda são tabus, como a participação feminina no futebol, a elitização dos estádios, homofobia, racismo. Esta causa tem como ideia fundamental que o futebol, que é tão importante na cultura nacional, reflete aquilo que é nossa sociedade", disse Wagner Telles.

Ouça toda a entrevista

Twitter oficial da Frente Esquadrão Popular

"A frente não se confude com grupos políticos que atuam na política interna do clube. É algo bem mais amplo do que isso. A gente insiste: não é um grupo que nasceu com propósito de participar de eleição. A política é importante, é claro, principalmente se pararmos para pensar: quantas mulheres estão no Conselho? quantos negros estão no Conselho?", acrescentou.

"A gente está pensando em agendar algumas outras coisas. A ideia é reproduzir este tipo de evento, fazendo com que a torcida do Bahia, e a sociedade baiana, possa pensar nessa mistura de futebol e política. A gente não tem nada programado ainda. Fizemos este lançamento agora, trazendo Juca (Kfouri), porque a gente entende que a atuação de Juca reúne elementos fundamentais nesta relação de futebol e política", explicou o representante.

Como fazer parte do movimento?

"Tem que torcedor do Bahia, evidentemente. Mas isto não exclui o fato de que podemos caminhar juntos com grupos oroganizados, com torcedores de outros clubes, inclusive do Vitória. Acho que em muitas questões precisamos caminhar juntos mesmos, como por exemplo para tematizar temas como violência no futebol, criminalização das torcidas organizadas e temas variados como machismo, homofobia, torcida única. Acho que, naturalmente, são temas que unem os dois times", finalizou.

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