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Notícia | Entrevista

Publicada em 05 de outubro de 2017 às 13h43

Sant'Ana admite erro e vê chegada de novo técnico como correção

Presidente confia que novo treinador irá 'corrigir' a colocação do time no campeonato

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira/Divulgação/ECBahia

Nesta quinta-feira (05), a direção do Bahia oficializou a chegada de Paulo César Carpegiani ao comando técnico do time para a sequência da temporada.

Segundo o presidente Marcelo Sant'Ana, a troca de treinador acontece motivada por uma série de resultados insatisfatórios e com o objetivo de "corrigir" o desempenho do Bahia no campeonato.

"A gente tem feito um campeonato ainda instável. No nosso primeiro ano de retorno à Série A, (o objetivo) era fazer um campeonato seguro. Eu não disse em que posição o Bahia terminaria, mas que desse ao torcedor a possibilidade de curtir a Série A sem preocupação. O Campeonato Brasileiro tem muitas equipes no mesmo espaço de pontuação. Para uma reta final de campeonato, a gente preferiu fazer essa correção, trazer o Carpegiani, que está acostumado a esse tipo de desafio, atualizado dos seus conceitos. A gente acredita que pode resgatar os bons momentos que teve e terminar 2017 bem", explicou o presidente.

Sant'Ana também pediu apoio da torcida ao novo técnico e aos jogadores nas 12 rodadas finais.

"(...) Aproveito e faço um pedido para a torcida do Bahia, que abrace esse técnico, os jogadores. O mais importante para o Bahia é terminar bem 2017. A gente precisa da mesma sinergia que teve no ano passado. Aquele ambiente de confiança, de apoio, de entrega. Do torcedor com o time e do time com o torcedor. Temos que nos abraçar e ter esse foco. O sucesso do Bahia no Brasileiro é mais importante que qualquer outro tema, inclusive a eleição", acrescentou.

Quatro treinadores no ano

"Não posso negar que quatro técnicos não é uma situação ideal. Assumo a responsabilidade. Agora, nós tivemos algumas correções que não foram da maneira que o Bahia desejava. E talvez a gente não tenha conseguido dar a sequência que acreditava. A gente já sabia da dificuldade do Campeonato Brasileiro, principalmente para uma equipe que retorna. Geralmente, nos pontos corridos, das equipes que retornam, duas acabam descendo. A gente tinha confiança por manter a base do ano passado, com algumas incorporações. Tivemos essas mudanças de rota que não foram da maneira que a gente desejaria".

É preciso reconquistar a torcida

"Claro que essas avaliações, você vivenciando, vai ter dificuldade de olhar com clareza. A gente precisa fazer alguns jogos que conquistem o torcedor. Quando ele vir o Bahia com atitude, que se impõe ao adversário... A gente precisa transmitir essa sensação. A gente fez duas promoções nos últimos jogos, que privilegiaram o associado, que é o torcedor que tem investido de forma direta. O Campeonato Brasileiro, no seu regulamento, tem algumas limitações. Com a promoção, permitimos que cerca de nove mil torcedores fossem de graça aos jogos. É dessa maneira que a gente tem tentado trabalhar. O futebol tem situações diferentes. O Bahia não é dono 100% da Fonte Nova. Tem contrato".

Responsabilidade de terminar o campeonato em uma posição boa

"A gente conversa com os atletas. Alguns vêm de tempo maior de casa. Na própria equipe titular, temos jogadores formados na base. E a gente sabe da responsabilidade que é representar esse clube. O Bahia tem a quinta maior média de público. E, entre os dez maiores, o Bahia tem o segundo ticket médio mais barato. E os jogadores sabem, sim, da responsabilidade. Muitos chegaram aqui quando o Bahia estava desacreditado na Série B. Grande parte do grupo ajudou, e eles têm os seus desejos. Acredito que a gente vai conseguir dar uma posição satisfatória para o interesse do torcedor. A gente já teve 26 rodadas, e o Bahia esteve na zona de rebaixamento em uma rodada. Como o Bahia foi líder em uma rodada. E eu também acho que foi uma situação pontual".

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