Menos de 48 horas depois de uma entrevista cedida pelo advogado César Oliveira à rádio “Itapoan FM” e que depois foi parcialmente reproduzida pelos sites “Bocão News” e “Galáticos Online”, o advogado e ex-interventor do Esquadrão, Carlos Rátis, conseguiu uma liminar na Justiça ordenando a imediata exclusão do texto nos referidos portais.
“Consegui a liminar, porque criei a teoria da mentira objetiva, que consiste na divulgação pelos veículos de comunicação de notícias manifestamente inidôneas, demonstrando total falta de zelo na apuração. Por exemplo, foi alegado que eu sou candidato a deputado federal, mas há muito tempo que saiu a lista dos candidatos e eu não estou nela, não sou candidato, entre outras coisas”, falou Rátis ao ecbahia.com.
Os portais estão obrigados a remover o conteúdo publicado sob pena de multa diária no valor de R$ 200. A ação corre em segredo de justiça.
Na mencionada entrevista, o ex-conselheiro César Oliveira criticou o processo que culminou com a conquista da democracia no Tricolor. “O que houve foi um golpe dentro do golpe. Nossa intervenção sofreu um golpe, quando a ela foi entregue nas mãos de Sidônio”, disse.
Oliveira falou que o ex-interventor do clube, Carlos Rátis, foi inserido nas reuniões com o objetivo de articular a entrada de Fernando Schmidt no Esquadrão.
“Esse cidadão chamado Rátis entregou a gestão da intervenção nas mãos desse grupo que está aí hoje. E soube que ele vai ser candidato a deputado federal. Vocês vão ver quem é esse Rátis, que foi parar na intervenção justamente para articular a entrada desse grupo que está ai”, detonou.
Um dos maiores ídolos da história do clube, Rátis foi o principal responsável pela administração no período de intervenção judicial e é respeitado pela Nação pela forma responsável, ética e democrática que demonstrou à frente do Bahia.
Confira trechos da ação:

CÉSAR OLIVEIRA
Sumido nos últimos meses, Oliveira publicou, em julho de 2013, no período da intervenção, uma nota se identificando como membro do grupo Democracia Tricolor (o que foi desmentido por membros da ABL, associação que derivou do Democracia Tricolor, hoje extinto). O teor da nota criticava a atuação de Carlos Rátis e Sidônio Palmeira, acusando-os de golpe contra democracia dentre outras coisas.
Em matéria publicada no jornal A Tarde na época, o motivo da carta e do desentendimento entre o grupo de Oliveira e a interventoria foi revelado: O ex-conselheiro queria dividir as diretorias do clube entre os diversos grupos de oposição e desejava que seu grupo assumisse os departamentos jurídico, de futebol e social, o que foi negado pela equipe de Rátis.
Seu último ato conhecido antes da entrevista desta semana foi em agosto de 2013 quando tentou barrar, via plantão judiciário, a assembleia geral de sócios que alterou o estatuto do clube, estabelecendo a democracia no Bahia pela primeira vez em sua história. Oliveira foi o autor da ação movida pelo ex- membro da diretoria destituída, André Americano, que pedia a suspensão do pleito que ocorreu normalmente no dia 17 daquele mês.
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