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Sportv exalta Público Zero, que deu prejuízo à FN

Notícia
Historico
Publicada em 16 de maio de 2013 às 14:05 por Da Redação





Comandado pelo jornalista André Rizek, o programa “Redação Sportv”, que pertence às Organizações Globo, foi só elogios ao Público Zero promovido pela Nação Tricolor na noite desta quarta-feira. Até a manobra de distribuição de ingressos ganhou o Brasil. Confira o vídeo:

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A campanha também deu resultado prático: o borderô da partida apresentou prejuízo de R$ 41.364,72 para o Bahia e para a Fonte Nova Participações. Sentindo no bolso, a empresa não tem escondido a insatisfação com a gestão do parceiro tricolor.

O protesto de ontem ainda resultou no texto abaixo, publicada pelo blog Esporte Fino, hospedado no site da revista Carta Capital e de autoria de José Antonio Lima. Confira:

“Em Salvador, o torcedor mostra sua força

Um amigo costuma definir sua relação com o time para o qual torce de forma melancólica. Ele diz ser apenas um fã de uma entidade privada, sobre a qual não tem nenhum controle. Assim, afirma, não é possível se importar tanto com os destinos do clube. Felizmente, nem todos os brasileiros compartilham essa visão conformista. Em Salvador, na noite de quarta-feira 15, a torcida do Bahia deixou claro que o fã de futebol no Brasil não precisa ter a característica adorada pelos dirigentes: a passividade que o transforma em massa de manobra.

Ontem à noite, o Bahia tinha um jogo importante pela frente. O tricolor baiano recebia o Luverdense (MT), pela segunda fase da Copa do Brasil e precisava vencer por três gols de diferença para avançar (ganhou por um e acabou eliminado). Sem o apoio da torcida, seria muito difícil. Mesmo assim, os torcedores tricolores resolveram fazer o possível, em nome do clube. Largaram o time do Bahia sozinho diante da equipe mato-grossense – apenas cerca de mil pessoas compareceram à Arena Fonte Nova, incluindo torcedores do Luverdense e do Bahia que receberam ingressos gratuitos. A arquibancada vazia era um recado ao presidente do clube, Marcelo Guimarães Filho: ninguém aguenta mais você.

Acusações contra MGF

MGF, ou Marcelinho, tem 37 anos e pertence a uma dinastia de dirigentes especializada em afundar o Bahia, clube mais tradicional do Nordeste. Sob o comando de Marcelo Guimarães (o pai), o Bahia, campeão brasileiro em 1988, foi parar na terceira divisão do futebol nacional. No comando desde 2008, o filho é acusado pela torcida de usar o clube em benefício próprio.

As denúncias contra MGF se acumulam. Na mais grave delas, enviada à Procuradoria-Geral da República, o presidente do Bahia é acusado de estelionato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Segundo os autores da notícia-crime, Guimarães montou um esquema para se beneficiar das transações realizadas pelo time principal do Bahia e em suas categorias de base. Ele nega, mas a mesma denúncia deve ser investigada também pela Assembleia Legislativa da Bahia, em uma CPI do Futebol.

A notícia-crime contra MGF foi remetida à procuradoria-geral (que ainda não se manifestou) pois hoje ele desfruta de foro privilegiado. Suplente de deputado federal pelo PMDB, MGF chegou à Câmara em fevereiro, substituindo o João Carlos Bacelar (PR-BA). Segundo o também deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO), MGF só foi à Câmara para ajudar a alçar Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à liderança da bancada peemedebista.

Enquanto sofre denúncias e o Bahia é humilhado em campo, MGF trata o torcedor com total descaso. Em janeiro, Guimarães mandou um torcedor “tomar no c…” após este questionar a estranha venda do meia Gabriel para o Flamengo. Em entrevistas, Guimarães costuma desdenhar das preocupações dos torcedores e “garantir” a retomada das vitórias (apesar de todos os fatos indicarem o contrário). A última “boa nova” foi revelada pela Folha de S.Paulo na quarta-feira 15. O Torcedor Oficial do Bahia, programa de fidelidade do clube, foi vendido para as construtoras OAS e Odebrecht, administradoras da Arena Fonte Nova. Os sócios ficaram sabendo da negociação pela imprensa.

A situação vivida pelo Bahia não é exatamente novidade no futebol brasileiro. Talvez todos os grandes times do país tiveram, ou têm, dirigentes incompetentes, que sequestram o clube e contam com um sistema antidemocrático para se perpetuar no poder. A inovação que vem da Bahia é a possibilidade de o torcedor agir para reivindicar aquilo que é seu, o clube de futebol, mesmo sem ter poder de voto. Ao se mobilizar, a torcida do Bahia defende seu patrimônio e ajuda a tentar resgatar o clube do limbo. É um exemplo para o resto do país.”

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