O técnico Paulo Roberto Falcão esteve no estúdio do “Globo Esporte” desta terça-feira, na TV Bahia, foi homenageado e falou sobre diversos temas de interesse do torcedor tricolor.

Inicialmente, ele explicou sua expulsão pelo segundo Ba-Vi consecutivo, quando saiu de campo revoltado com o árbitro Wilson Luiz Seneme. “Eles confundem autoridade com autoritarismo. Não estamos mais na ditadura, estamos na democracia!”, bradou enquanto se retirava do gramado.
Agora, mais calmo, declarou: “Eu reclamei porque se ele deu aquele pênalti para o Vitória (empatando o clássico de domingo em 2 a 2), tinha que dar para a gente também. Houve um lance igual na área contrária. Não gostei do critério, só isso. Tem que dar para todos”.
Após serem mostrados os concorrentes por posição à seleção do Estadual, Falcão disse –cheio de razão– que colocaria mais atletas do Esquadrão de Aço na lista, afinal de contas é o campeão. Apenas Marcelo Lomba, Rafael Donato, Titi, Gabriel e Souza estão na disputa.
Até o lateral esquerdo William Matheus deveria ter uma chance, segundo o comandante. “Fez um belo campeonato até se machucar”, opinou.
Ídolo do Inter, Falcão disse que mandou um olheiro acompanhar a última partida do Grêmio (adversário desta quinta, pela Copa do Brasil), contra o Fortaleza. “O Vanderlei (Luxemburgo) deve armar um time parecido, sólido no meio-campo, com muita marcação. A gente vem de um campeonato, enquanto o Grêmio vem de um tempo descansando. Isso pode ser ruim e bom”.
Mas o treinador não quis prometer permanecer até o final da temporada no Fazendão. “Estou contente aqui, devo ficar, sim, mas aí tem que saber também com o presidente Marcelo Guimarães Filho e o Paulo Angioni (gestor de futebol) . O que posso é publicamente agradecer a eles. Minha ideia é terminar o contrato. Essa é a ideia inicial”.
Falcão concordou que o time precisa de contratações para o Brasileiro. “Talvez precise qualificar ainda mais em algumas situações, tem jogares terminando o contrato por agora, mas nem dá tempo para ficar à frente disso, deixa para a diretoria, já tem que recuperar atletas para quinta”.
Ele preferiu não fazer uma projeção da campanha azul, vermelha e branca no Nacional. “A gente está ainda vivendo esse campeoanto, tentando ir para as semifinais da Copa do Brasil…”.
O primeiro oponente já será nada menos que o badalado Santos de Neymar. “Como treinador, eu não gostaria de enfrentá-lo (existe uma chance de o Peixe poupar algumas peças por causa das quartas da Libertadores, ante o Vélez-ARG, na quinta), mas, como amante do grande futebol, gostaria vê-lo de perto mesmo”. A partida será no domingo, às 18h30, em Pituaçu.
Falcão respondeu que seu grande mérito na conquista do título baiano foi “conseguir mostrar para o grupo que o grande craque é o grupo, principalmente os que nao vêm jogando muito, como Danny Morais, Fabinho e Júnior, e mesmo assim tiveram papel importante no elenco”.
O catarinense concluiu, referindo-se à Nação Tricolor: “Eles fazem uma festa à parte, não só em Salvador, mas em todos os lugares que a gente vai. Teve uma viagem que até nos ajudaram a chegar ao estádio, em Alagoinhas (quando o ônibus quebrou). Mas isso é uma coisa que eu não estou descobrindo agora, já sabia disso. Ano passado, foi a segunda maior média de público do Brasileirão, só atrás do Corinthians. É a grande torcida de todo o Norte/Nordeste”.
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