O duelo desta terça está carregado de expectativas. Levando em conta a enquete encerrada dia 17 desde mês no site, é possível identificar claramente dois grupos entre os torcedores tricolores: o primeiro, que estava em maior número, acredita que ainda dá para chegar ao G4 e, portanto a guinada tricolor rumo ao topo começa amanhã. A segunda turma é formada por aqueles resignados com o time, a diretoria e a pífia campanha e que esperam por uma vitória como forma de se afastar um pouco mais da zona de rebaixamento.
De todo modo, tanto otimistas quanto pessimistas vêem neste Bahia x Juventude mais uma oportunidade do tricolor vencer em casa. Mas será que a história de confrontos entre os times permite essa expectativa?
Mais uma vez pegando o histórico de confrontos da última década para cá, chega-se à fácil conclusão que o Juventude é um osso duro de roer: apenas uma vitória do Bahia em sete confrontos por campeonatos brasileiros de 1996 até agora. O solitário triunfo tricolor ocorreu em 2003 pelo primeiro turno, 3×1 na saudosa Fonte Nova.
Porém há dois jogos emblemáticos no histórico de confrontos Ba x Ju que serão brevemente descritos logo abaixo:
Em 1997 Depois de uma campanha cambaleante, em que oscilou resultados expressivos com derrotas inacreditáveis, o Bahia pegou o Juventude na Fonte Nova precisando de uma vitória simples para fugir do rebaixamento à inédita série B. O nono melhor ataque do campeonato mostrou-se incapaz de vazar a defesa gaúcha e o time acabou sendo rebaixado, com a pior defesa do campeonato (média de quase 2 sofridos por jogo) naquele dia triste, o ex-quadrão de aço dava seu primeiro passo rumo ao inferno em que se encontra.
Milhares de tricolores ficaram atônitos na Fonte Nova. Outros tantos, em suas casas, escolas, faculdades etc. derramaram lágrimas de tristeza e inconformismo (permitam-me: eu estava em minha sala, com o rádio ligado e sentado no sofá, soluçando e vendo o chão ensopado de lágrimas, meu pai veio a mim e perguntou se eu era abestalhado, pra quê chorar por um bando de sacana? Eu ia (sic) morrer e o Bahia ia(sic) ficar, enriquecendo Maracajá e os demais… o velho tinha razão…).
Em 1999 O time comandado por Joel Santana e defendido por Alex Guimarães chegava à segunda partida das quartas- de- final da Copa do Brasil contra o mesmo Juventude. No primeiro jogo, 2×2 em Caxias, o Bahia chegou a fazer 2 x1 e permitiu o empate. No jogo de Salvador a história se inverteu, Saímos na frente, permitimos a virada, empatamos novamente e fomos para a disputa de pênaltis. Do lado de lá havia o futuro ídolo tricolor, Emerson, que foi decisivo ao defender um (ou seriam dois?) dos pênaltis ridiculamente batidos pelos jogadores do Bahia. Resultado final: 4 x 1 e fim do atalho para a Libertadores 2000.
Adversário vem embalado amanhã Vindo de duas vitórias e um empate nas últimas rodadas e ocupando a oitava posição com 39 pontos, o Juventude é um rival direto do Bahia, independente de seu real objetivo, seja escapar da terceira temporada na série C , seja alcançar o longínquo G4 que leva à série A. vamos ficar na expectativa de mais um jogo agonizante para o torcedor tricolor e esperar que desta vez, saiamos de campo com a vitória.
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