Com o perdão do clichê, o vestiário tricolor, ontem, era só alegria após a goleada de 4 a 1 sobre o arqui-rival. Extremamente paparicado pela imprensa ao final da partida, que cansou de falar em nó tático em cima do rubro-negro Vágner Mancini, o técnico Paulo Comelli foi humilde e afirmou que o que desmontou o esquema adversário foram os dois gols de bola parada do Bahia, além da expulsão do volante Vanderson, no segundo tempo.Mas isso não tirou o mérito da nossa equipe, emendou.
O comandante fez questão de agradecer a presença da torcida. Ela acreditou e compareceu em massa, maciçamente. Esperamos que de agora em diante seja sempre assim, tanto em Feira de Santana quanto em Camaçari, declarou, de olho no apoio no clássico de domingo que vem e no duelo frente ao Vitória da Conquista, o último do quadrangular, que pode marcar a conquista do título estadual.
Na avaliação da diretoria, em que pese a ausência da Fonte Nova, interditada desde a tragédia de novembro, as platéias do clube não têm correspondido no campeonato. De campeão nacional de público em todas as três divisões em 2007, com média de 40,4 mil pagantes por jogo, o Esquadrão de Aço amarga a décima colocação no Baianão.
Apesar das dificuldades de deslocamento para o interior, os cartolas querem estádio lotado, até para ajudar os combalidos cofres tricolores. Esperamos que, domingo, o torcedor não esqueça da gente, afirmou o diretor de futebol Ruy Accioly, que promete quitar a folha de março do elenco nos próximos dias.
Radiante, voltou a provocar o arqui-rival, lembrando dos três triunfos consecutivos nesta temporada: A manchete do jornal de amanhã tem que ser Vitória vira freguês do Bahia. (…) Jogamos duas partidas lá. A primeira dei de dois e agora, de quatro. O placar geral é 6 a 1. O Barradão, com isso, continua a ser o recreio do tricolores, não cansou de repetir frase que vem dando o que falar desde fevereiro na cidade.
ELIAS DE FORA Voltando à entrevista coletiva de Comelli, o treinador tratou de minimizar a reclamação de Elias quando foi substituído, em meados da etapa complementar, mesmo sem deixar de puxar a orelha do meia.
Não foi normal. Aqui é uma família, e era importante ele pedir desculpa ao grupo. O time estava com um jogador a mais e ele, que é o artilheiro, queria fazer mais gols. Mas tem que pensar na equipe como um todo, e não no Elias isoladamente. (…) Eu não podia correr o risco de ficar com um atleta que não tem uma marcação tão forte. Jamais ia cometer o erro de deixar ele em campo. Não porque tava mal, pelo contrário. O problema é que, às vezes, o jogador não entende. (…) Mesmo assim, já conversamos no vestiário e o importante é que já está tudo resolvido
Questionado sobre o terceiro cartão amarelo recebido pelo camisa 10, que o tira do Ba-Vi do Jóia da Princesa, Comelli contemporizou: Tenho três atletas para o lugar do Elias. Muito se falou que precisávamos de contratações, daí trouxemos o Everton, que é um grande jogador, e o Ceará, que ainda não teve oportunidade, mas vai mostrar seu valor. Além disso, temos o Ananias, que já provou diversas vezes que podemos contar. No final da conversa, anunciou a merecida folga geral do elenco hoje, feriado de Tiradentes.
O São Paulo foi campeão brasileiro, ano passado, com a melhor defesa, concluiu Alison.
A Tarde Esporte Clube







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