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Colunista analisa todos os 16 grupos da Terceirona

Notícia
Historico
Publicada em 15 de julho de 2006 às 14:48 por Da Redação





Rogério Perazolo, colunista do site Doentesporfutebol.com.br, publicou um interessante especial, analisando todos os 63 participantes da Série C, bem como suas chances na competição. Vale a pena conferir:

“Passada a ressaca pelo final de mais uma Copa do Mundo, pouco a pouco o torcedor brasileiro vai voltando sua atenção ao futebol doméstico e a seus clubes. E já a partir deste sábado, dia 15, 63 equipes estarão em campo pela disputa da Série C do Campeonato Brasileiro, ou, como preferirem, a tradicional Terceirona.

Muitos dos participantes são clubes modestos e praticamente semi-amadores, mas também se fazem presentes agremiações tradicionais do futebol brasileiro, entre elas Bahia (campeão brasileiro em 1988 e da Taça Brasil em 1959), Vitória (vice-campeão nacional em 1993), Criciúma (campeão da Copa do Brasil em 1991), América-RJ (sete vezes campeão estadual), América-MG (quinze conquistas em seu Estado), Caxias, Americano, Joinville, ABC e outros menos votados. Todos sonhando com uma das quatro vagas ofertadas para a Série B de 2007.

O regulamento deste ano traz algumas diferenças em relação às duas últimas temporadas. Após uma primeira fase, em que as equipes são divididas em dezesseis grupos (quinze com quatro clubes e um com três), os dois melhores de cada chave se classificam. A partir da segunda fase é que vem o diferencial: não há mais a disputa eliminatória em “mata-mata”, mas sim a nova divisão em grupos de quatro equipes. E assim será até a quarta fase, que será disputada na forma de um octogonal final, em turno e returno, ao final do qual os quatro melhores times conquistarão as vagas em disputa.

Tal fórmula vem ao agrado das equipes mais tradicionais, que apostam na força de seus plantéis, de suas camisas e de suas torcidas para fazer valer sua superioridade. No caso da dupla Ba-Vi, uma vantagem adicional: não há como os dois grandes rivais se matarem em um confronto eliminatório.

Contudo, surpresas nunca devem ser descartadas. E a disputa promete ser ainda mais acirrada devido à grande ascensão da Série B, hoje uma competição em pontos corridos, atrativa e de boa visibilidade (além, claro, de servir como trampolim à elite do futebol nacional).

Eis agora uma breve análise dos 63 candidatos, grupo a grupo, com direito aos tradicionais chutes sobre os classificados:

Imagem do IPB

São apenas três equipes em virtude da desistência do Rio Branco, que seria o segundo representante do Acre (nenhum clube interessou-se em assumir a vaga). A Adesg, embalada pelo inédito (e invicto) título acreano recém-conquistado, aposta no entrosamento de um time desconhecido, porém aguerrido. Rio Negro e Tuna Luso, equipes mais tradicionais na região Norte, mas há muito distantes das glórias (os amazonenses conquistaram apenas um título estadual nos últimos 16 anos, enquanto os paraenses amargam um jejum que se arrasta desde 1988 e sequer classificaram-se para as fases finais dos dois últimos regionais), apostam na força de suas camisas para se dar bem na chave. O Rio Negro tem como cara mais conhecida o treinador Luiz Carlos Winck (ex-lateral-direito do Internacional, Vasco, Corinthians e outros clubes nos anos 80 e 90) e a Tuna, sem dinheiro, arriscará a sorte com revelações do próprio futebol paraense.
Palpite: Adesg e Rio Negro

Imagem do IPB

Ananindeua e Fast, vice-campeões estaduais em 2006, são os favoritos destacados da chave. O Ananindeua manteve a mesma base que quase derrubou o tradicional Paysandu; já o Fast reforçou-se com o folclórico treinador Aderbal Lana e com o não menos famoso Túlio Maravilha, aquele, que formará o ataque com Bazinho, artilheiro no Estadual. Amapá e São Raimundo vêm com times modestos, formados à base de jogadores dos próprios Estados, e não parecem ter muita condição de ameaçar os rivais.
Palpite: Ananindeua e Fast

Imagem do IPB

Chave aparentemente equilibrada, com três campeões estaduais. O Araguaína, o famoso “Tourão do Norte”, manteve a base do Tocantinense e o técnico Carlos Magno (ex-meia de Goiás e Botafogo nos anos 80). Mixto e Operário sofreram alterações desde o Mato-Grossense e ainda tentam se ajustar melhor para a estréia. Mas quem promete mesmo ser a sensação é a Ulbra, cuja filial rondoniense conquistou o Estadual logo em seu ano de estréia.
Palpite: Ulbra e Araguaína

Imagem do IPB

Não há como fazer maiores previsões para os piauienses, cujo Estadual só será disputado no segundo semestre. Incógnita total. O Maranhão viveu uma semana quente antes da estréia, com direito a greve relâmpago do elenco em protesto contra os salários atrasados. O Imperatriz também passa por dias conturbados, tendo trocado de treinador (Pedrinho Rocha por João Duarte) no início desta semana.
Palpite: Imperatriz e Ríver

Imagem do IPB

O Baraúnas posa de favorito amparado no inédito título potiguar e na manutenção de seu elenco, reforçado pelo atacante Torona, considerado a revelação do Estadual. Já Icasa e Porto apostam em boas campanhas feitas em seus Estados nas temporadas passadas. O tradicional Botafogo é que parece ainda não ter acordado: a diretoria anunciou que irá esperar a estréia para ver a necessidade de reforços…
Palpite: Baraúnas e Icasa

Imagem do IPB

Bicampeão estadual e com alguns jogadores remanescentes da bela campanha na Copa do Brasil de 2005 (quando chegou às quartas-de-final), o Treze é o favorito maior do grupo; contudo, terá que fazer seus dois primeiros jogos em casa com portões fechados, devido a distúrbios ocorridos também no ano passado, o que pode prejudicar a campanha da equipe. Ferroviário, Ypiranga e Potiguar parecem estar equilibrados entre si e devem fazer uma briga muito acirrada pela segunda vaga do grupo.
Palpite: Treze e Ferroviário

Imagem do IPB

O tradicional Tricolor baiano estréia na Série C carregando o peso da agonia de sua fanática torcida, que exige a imediata volta à elite nacional. Pelo menos na primeira fase as dificuldades não deverão ser tão grandes: o surpreendente Colo-Colo, campeão estadual da temporada, perdeu jogadores importantes, inclusive para o próprio Bahia, caso do atacante Ednei. O artilheiro do último Estadual já é uma das esperanças do Tricolor, ao lado de alguns remanescentes do primeiro semestre, como o zagueiro Pereira e o meia Rafael Bastos. Confiança e CSA não aparentam ser grandes ameaças.
Palpite: Bahia e Colo-Colo.

Imagem do IPB

Humilhado pelo Colo-Colo na final baiana, o Rubro-Negro entra de moral baixo e tendo que recuperar o prestígio para lá de arranhado nas duas últimas temporadas. Mas o grupo é aparentemente bem mais difícil que o do rival Bahia: dois surpreendentes campeões estaduais (Coruripe e Pirambu) e ainda o Ipitanga, notório carrasco do Bahia e que agora quer mostrar seu veneno também ao Vitória. O Coruripe perdeu suas estrelas, Edson Di e Calmon, mas aposta no veterano Pachola; já o Pirambu vem com o veteraníssimo Jean Carlo, ex-meia de Palmeiras, Guarani e uma porção de

outros times brasileiros. Palpite: Vitória e Coruripe

Imagem do IPB

Fora da Série B pela primeira vez desde 1999, a “Xata” quer impor sua tradição num grupo sem maior tradição. O Coxim vem embalado por seu primeiro título estadual; a Jataiense trouxe o técnico Polozzi (ex-beque de Ponte Preta e Palmeiras nos anos 70 e 80) e aposta na base do último Campeonato Goiano; e o Luziânia (equipe de Goiás, mas que disputa o Estadual do Distrito Federal, devido à maior proximidade geográfica) pretende contar com um quarteto de nada menos que 150 anos somados: Axel, Marquinhos, Djair e Marcelo Passos.
Palpites: Anapolina e Jataiense

Imagem do IPB

Após perder alguns veteranos da equipe vice-campeã goiana, o Atlético tenta se refazer para a Série C. O grupo promete ser bastante equilibrado contra adversários como Ceilândia (vice-campeão metropolitano, de ótima campanha em 2005 e que eliminou o Bahia na última Copa do Brasil), Chapadão (campeão sul-mato-grossense em 2003 e vice em 2004 e 2006) e Ituiutaba (de boa campanha no Mineiro e reforçado por veteranos como o lateral-direito Márcio Goiano, ex-Coritiba, Portuguesa e Inter).
Palpites: Ceilândia e Ituiutaba

Imagem do IPB

Campeão da Série A-2, Paulista e com vaga garantida na A-1 de 2007, o Barueri entrou na disputa graças à desistência do Rio Claro, que conquistou sua vaga com o vice-campeonato da Copa FPF do ano passado, mas abriu mão da mesma em virtude de questões financeiras. O clube da Grande São Paulo promete agora surpreender os tradicionais Américas e o Vitória, campeão capixaba depois de trinta anos. O Coelho aposta em veteranos como Wellington Paulo e Donizete Amorim, bem como em algumas promessas emprestadas pelo rival Atlético; já o Diabo tenta montar uma nova equipe após o “desmanche” provocado pela boa campanha no Carioca.
Palpites: Grêmio Barueri e América-MG

Imagem do IPB

Uma das chaves mais equilibradas do torneio. O Ipatinga, finalistas nos dois últimos Campeonatos Mineiros e semifinalista da Copa do Brasil, vem forte apesar da perda de vários jogadores, contratados por equipes da Série A. O Americano aposta em sua tradição e na força de seu mando de campo, onde dificilmente perde pontos. Já o Juventus tem sua força garantida na parceria com o grupo Pão de Açúcar, que já rendeu um bom oitavo lugar no último Paulistão. O Estrela do Norte, atual vice-campeão capixaba, é o azarão do grupo.
Palpites: Ipatinga e Juventus

Imagem do IPB

Vice-campeão carioca, o Madureira manteve o treinador Alfredo Sampaio mas perdeu suas estrelas, os veteranos Odvan, Djair e Marquinhos; para repor tais perdas, a confiança está depositada em outras figurinhas carimbadas, como Victor Boleta, Bruno Lazaroni e Sinval. A Cabofriense também sentiu os efeitos da boa campanha no Estadual e se viu desfalcada do técnico Ademir Fonseca e praticamente um time inteiro, sendo que nada menos que sete jogadores foram junto com o treinador para o Paysandu. O novo técnico, o veterano Jair Pereira, trabalha agora com um grupo totalmente novo e desconhecido. Já os paulistas vivem situações opostas: enquanto o Rio Branco aposta num grupo jovem e confiante sob o comando do ex-volante Pintado, a União Barbarense vive profunda crise após três rebaixamentos seguidos (em 2005, da Série A-1 para a A-2 no Paulistão e da Série B para a C no Brasileiro; e este ano, rebaixada para a A-3 Paulista) e terríveis dificuldades financeiras que comprometeram até mesmo a alimentação de seus atletas.
Palpites: Madureira e Rio Branco-SP

Imagem do IPB

Vice-campeã paranaense, a surpreendente Adap perdeu vários jogadores, mas montou uma nova equipe e aposta no comando do técnico Luiz Carlos Cruz, muito famoso no Nordeste. O J. Malucelli, ex-Malutrom, fez campanha surpreendente no Estadual e vem com uma equipe de baixíssima média de idade. O América, após uma campanha titubeante no Paulistão, confia no faro de gol do atacante Jales, de volta após seguidos empréstimos. E o Norusca, grande sensação do Estadual (onde foi o “campeão do Interior”), mesmo com a saída de inúmeros jogadores, tenta se reorganizar sob o comando do meia Luciano Bebê, do becão Bonfim e do lateral Paulo Sérgio.
Palpites: Noroeste e Adap

Imagem do IPB

Sempre com fama de favorita, mas também de “pipoqueira” em decisões, a Ulbra não mediu esforços para buscar o acesso e trouxe muitas “cobras criadas”: Marcelo Pitol, Itaqui, o uruguaio Julio Rodriguez, Sandro Gaúcho e o truculento becão Argel. O Joinville também sonha com a Série B e manteve jogadores como o lateral Tesser, que era cobiçado pelo Botafogo. O Caxias tem a tradição, mas anda de crista baixa pelos vexames das últimas temporadas. E o Rio Branco, quarto colocado no Paranaense, tem como maior arma o “caldeirão” que é o Estádio da Estradinha, bem como os gols do atacante Negreiros, ex-Flamengo e Coritiba.
Palpites: Ulbra e Joinville

Imagem do IPB

O Tigre quer recuperar o prestígio e não poupou esforços. Repatriou o técnico Édson Gaúcho (campeão da Série B em 2002) e aposta numa base experiente, com destaque para os laterais Luizinho Netto e Leandro Smith, o goleiro Fabiano, o volante Leandro Guerreiro, os meias Marcelo Rosa e Fernandinho e o atacante Dejair. Mas os adversários deverão dar trabalho: o Brasil de Pelotas tem a força de uma das mais fanáticas torcidas de todo o interior do País; o Novo Hamburgo, finalista em 2005, quer dar um passo além este ano e trouxe quase um time inteiro de contratações, com destaque para o becão Paulo Turra, ex-Palmeiras; e o Marcílio Dias do atacante Marcelo Silva também sonha com uma boa campanha na competição.
Palpites: Criciúma e Novo Hamburgo

Rogério Perazolo – Fórum Tabelando”

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