O Opportunity vem negociando a Ligafutebol S/A com o grupo da situação por uma compensação financeira incerta (parafraseando o anúncio publicitário de um de seus concorrentes, “nem parece banco…”). Pelo menos foi o que ficou claro a partir da entrevista do vice-presidente jurídico tricolor, Ademir Ismerim, nesta quinta-feira, à rádio Transamérica FM. Ainda pôde ser observado, nas entrelinhas, que a diretoria só resolveu efetivamente se mexer quando soube do interesse da oposição em se tornar sócio majoritário do Basa. Ou seja, apenas para melar a transação.
Segundo o advogado, que disse ter sido a instituição quem procurou o clube, existem somente dois pontos divergentes para o contrato ser assinado. “Estamos muito perto de chegar a um acordo, devendo haver uma definição nos próximos dias”. Acrescentou que recebeu a proposta oficial na última segunda, mas antes ela foi exposta em reunião com Paulo Maracajá, Marcelo Guimarães, Petrônio Barradas, Ruy Accioy e Jorge Goldstein semana passada.
Ismerim declarou que não será uma compra, e sim um repasse das ações. “O Bahia não vai gastar um centavo, parece que diferente do grupo de Fernando Jorge e Walter Telles”. E explicou o negócio: “O dinheiro não sairá de nenhum patrimônio do clube, nem Sede, nem Fazendão. Durante 16 anos teremos que pagar através de valores da venda de jogadores. No primeiro ano, 10% de qualquer atleta. No segundo e terceiro, 20%. Daí em diante, 30%”.
De acordo com o jurista, o Esquadrão deve cerca de 14,4 milhões ao Banco Opportunity, fruto dos investimentos iniciais deste, no começo da parceria. “Os 40 milhões e pouco restantes de dívidas pagaríamos com a Timemania”, completou, referindo-se à loteria criada pelo governo federal para tentar salvar as finanças dos times de futebol – porém ainda não aprovada pelo Congresso.
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