“Um resultado favorável, e tudo muda para o Bahia”. A frase, repetida pelo técnico Vadão em todas entrevistas que deu durante a semana, resume muito bem o que significa o jogo de hoje, às 15h, contra Fortaleza, na Fonte Nova. Um triunfo coloca o tricolor baiano, atual lanterna do quadrangular, entre os dois primeiros colocados do grupo e, de quebra, pode fazer voltar ao Fazendão o clima de otimismo que o cercou no início das finais da Série B.
As contas são simples. Se vencer o Fortaleza, que hoje tem quatro pontos (saldo de um gol), por uma contagem mínima, o Bahia passa os cearenses em números de gols marcados (hoje: dois contra um). Qualquer resultado no jogo entre o vice-líder Brasileinse (três pontos), e o terceiro colocado Avaí (dois pontos), em Santa Catarina, deixaria a equipe ao menos na 2ª posição. Um empate em 0x0 entre catarinenses e candangos colocaria o Tricolor no topo.
O técnico Vadão baseou-se no mesmo discurso para recuperar a auto-estima dos jogadores durante a semana. Ele relatou que na reapresentação viu o que o grupo chegou ao treino abatido. “Foi a primeira vez em muito tempo, mas fiz ver a todos eles que não é momento de desespero e de falta de confiança em nós mesmos. Só dependemos do nosso esforço, ao lado de nossa torcida, para conseguirmos reverter esta situação. Graças a Deus eles assimilaram isso rapidamente e nos treinos seguintes o astral já era outro”.
O meia Robert também falou sobre o momento do Bahia. “Jogamos apenas duas de seis partidas até agora. Temos um bom retrospecto fora de casa, um dos melhores da Série B, além do melhor aproveitamento dentro de casa. O grupo entendeu que mesmo com uma largada ruim, ainda há muita coisa que nos favorece”, disse o capitão da equipe.
LADO NEGATIVO
Perguntado se um novo empate ou até um a derrota seria fatal para as pretensões do Bahia na Série B, Vadão disse que não. “Trabalhamos o lado positivo com os jogadores no início da semana, mas conversamos também sobre o equilíbrio que devemos ter nesta partida. Não é momento para desespero. Na última partida, podemos mandar até 11 para o ataque, trocando um goleiro para o ataque, se for preciso, mas precisamos amanhã (hoje) jogar com inteligência. Procurando a vitória, mas de maneira racional. Se for o caso, e aqui não estou dizendo que vamos jogar pelo empate, é melhor garantir um ponto no último minuto, do que ir loucamente para o ataque e ver seu adversário direto abrir três pontos de diferença para você”, finalizou.
Correio da Bahia (Adaptado)
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