A contratação de Alejo Véliz não encerrou os movimentos do Bahia para o setor ofensivo neste início de 2026. Como o argentino de 22 anos só desembarca em Salvador no mês de junho, após concluir seu empréstimo ao Rosario Central, a diretoria tricolor mantém a busca por um centroavante que possa chegar de forma imediata. A informação é do setorista Yuri Santana.
Entendendo a lacuna no elenco deixada pelas vendas de Lucho Rodríguez e Tiago, que eram opções para a posição de centroavante, a diretoria tricolor sabe que precisa oferecer mais opções ao técnico Rogério Ceni para a disputa das primeiras fases da Libertadores e o primeiro turno da Série A 2026.
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Perfil de baixo custo para o curto prazo: Bahia busca outro “9” no mercado
Com o alto investimento de R$ 56 milhões já comprometido para a chegada de Véliz no segundo semestre, a estratégia do clube para esta janela é encontrar uma peça de “baixo impacto” no orçamento.
A diretoria busca oportunidades de mercado, como jogadores em fim de contrato ou empréstimos com opções de compra acessíveis, que aceitem o desafio de suprir a carência imediata no elenco.
A necessidade de um novo nome já existia, mas se intensificou após a confirmação de que Ruan Pablo passará por cirurgia e ficará meses afastado.
Atualmente, Ceni conta apenas com o experiente Willian José e com Dell para a função de referência na área.
Embora o “Pivete de Aço” seja o artilheiro do time no ano com três gols, o clube entende que não pode pressionar um atleta de 17 anos em uma temporada com calendário tão exigente.
Clube tem preferência por atacantes que possam fazer mais de uma função

A preferência da diretoria tricolor é por um jogador que possa atuar não só como centroavante, mas também com características de jogo pelo lado do campo, dessa forma o atleta poderá executar outras funções quando Véliz desembarcar no clube.
Com esse perfil, um dos nomes buscados pelo Bahia é o do atacante Júnior Santos, do Atlético-MG, mas a negociação pelo empréstimo do atleta baiano está “emperrada” em razão do salário superior a R$ 1,5 milhão pago pelo Galo.
Bahia e Atlético ainda estão longe de um acordo de divisão salarial que agrade os dois lados. Enquanto o Esquadrão deseja pagar a menor fatia possível, o Galo entende que só faz sentido aceitar a liberação do jogador caso o clube interessado arque com a maior parte dos vencimentos, tendo em vista a possibilidade de redução em sua folha mensal do elenco.
Antes de Júnior Santos, o nome de Rony, também com perfil de velocidade e jogo pelo centro do campo, foi alvo de discussões internas, mas o Bahia não avançou.
Foco na maratona de jogos
A chegada desse reforço imediato é tratada como prioridade para manter o nível de competitividade do Bahia. Com sete triunfos consecutivos, o clube quer garantir que o fôlego ofensivo não diminua até que a janela de junho traga o reforço definitivo: Alejo Véliz.
Enquanto a diretoria mapeia nomes que se encaixem no perfil financeiro desejado, e tenta costurar acordos sobretudo por empréstimo, o Bahia entra em campo nesta quinta-feira (5) para encarar o Fluminense. O duelo na Arena Fonte Nova será mais um teste para as opções atuais do ataque, em um jogo que pode colocar o Esquadrão na liderança do Brasileirão.








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