O Bahia tropeçou em casa diante do Jacuipense ao sair com dois gols de vantagem e ceder o empate ao time do interior do estado. Após o jogo, o treinador Rogério Ceni falou sobre a atuação dos seus atletas em campo.
O comandante tricolor lamentou falhas de posicionamento defensivo e foi enfático ao afirmar que, independentemente do adversário ou da data, o “desejo” de vencer e competir precisa ser inegociável dentro das quatro linhas.
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Falta de atenção defensica e críticas à postura do Bahia em campo
Para Ceni, o principal problema da equipe esteve na transição defensiva e na organização quando o time recuava as linhas O treinador citou nomes específicos citou como principal falha a forma como o segundo gol do Jacuipense aconteceu, mas ressaltou que o problema foi coletivo.
Além disso, a falta de intensidade foi o ponto que mais incomodou o técnico, que exigiu um comportamento mais profissional de todo o grupo.
“Melhorar nosso posicionamento defensivo sem a bola. Hoje sem a bola fomos muito mal. Enquanto estivemos em linha alta, fomos bem, mas em linha baixa não cumprimos o que a gente determina. O posicionamento em um dos gols teve Kauê demorando um pouco pra descer, Jota demorando um pouco para fechar. São ajustes de posicionamento”, disse o técnico do Bahia.
“E o desejo. É preciso ter desejo, não interessa qual dia seja. Se não tiver desejo, fazer por fazer não vale a pena”, disparou Ceni.
Proteção aos jovens e responsabilidade dos mais velhos
O treinador fez questão de blindar os atletas mais novos que entraram no decorrer da partida. Ceni assumiu o ônus do desempenho irregular, dividindo a carga com os jogadores mais experientes do elenco. Segundo ele, nomes como Dell e o próprio Kauê tentaram dar volume ao jogo, e a oscilação não deve ser creditada à juventude dos talentos da base.
“Não foram os jovens que começaram a partida. Kauê entrou e tentou, Dell entrou bem na partida, não vamos atribuir aos jovens. A responsabilidade é minha e dos mais velhos”.
Caio Alexandre, novo camisa 8 do Bahia
Outro ponto de destaque na coletiva foi a análise sobre a camisa 8, agora sob posse de Caio Alexandre após a saída de Cauly. Ceni reconheceu a importância histórica do número, imortalizado por Bobô, e afirmou que a peça está em boas mãos devido à capacidade técnica do volante, que marcou gol na partida.
“Ele e Everton são os jogadores tecnicamente capacitados para vestir essa camisa. Eu, logicamente, sei o significado desse número, por causa do Bobô. Hoje o Caio faz o primeiro gol, usando a 8. Foge a característica, mas está em boas mãos, é um jogador que tem a parte técnica. Joga em uma posição diferente em relação a Bobô, mas está em boas mãos no sentido técnico”, pontuou.
O Bahia agora volta suas atenções para a viagem ao Chile, onde enfrentará o O’Higgins pela Libertadores, na quarta-feira (18).








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