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Cadu Santoro reforça objetivo de brigar por títulos no Bahia: “ou eu não estaria aqui”

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Publicada em 10 de abril de 2026 às 11:30 por Victor de Freitas
Diretor de futebol detalha projeto do Grupo City e prega honestidade sobre equilíbrio financeiro
santoro em coletiva do bahia
Foto: Letícia Martins / EC Bahia





O diretor de futebol do Bahia, Cadu Santoro, falou em entrevista ao podcast “Bar FC” sobre os bastidores e as ambições do Grupo City no comando do clube. O gestor separou o entusiasmo do torcedor da realidade administrativa, pontuando que a reconstrução do Esquadrão passa, obrigatoriamente, por um ajuste de contas que ainda demandará tempo.

Durante a entrevista, Santoro revelou que o clube opera de forma deficitária desde a transição em 2023, e que o equilíbrio financeiro é um objetivo a longo prazo, bem como a busca por títulos com base na solidez da gestão.

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Realidade financeira do Bahia e ordens de Ferran Soriano

Cadu Santoro relembrou as palavras de Ferran Soriano, CEO do City Football Group, para explicar como o clube pretende alcançar seus objetivos.

A ordem é gerir com excelência para que os resultados venham como uma consequência natural do trabalho bem executado, e não por apostas momentâneas que possam comprometer o futuro da instituição.

“O Ferran sempre usou uma frase na apresentação do projeto do City: ‘eu não prometo títulos’. Nós vamos gerir de forma profissional, de forma organizada, como a referência do que deve ser o topo. E isso vai trazer consequências. O clube desde que a gente chegou aqui em 2023, ele é deficitário e vai demorar ainda alguns anos para que essa conta se equipare“.

O objetivo do Bahia: estar sempre entre os melhores

Para Santoro, o segredo para conquistar troféus é a constância. O diretor defende que o Bahia precisa mudar sua prateleira de forma definitiva, deixando de ser um time de meio de tabela para se tornar um frequentador assíduo do G-4. Segundo sua visão, o protagonismo recorrente é o que aumenta matematicamente as chances de ser campeão a cada temporada.

“Quando você liga a televisão ali no começo do campeonato e os comentaristas estão perguntando quem vai brigar pelo título, quem vai brigar pela liderança. A gente tem que estar estabelecido nessa parte de cima. A gente tem que brigar ali entre os oito, entre os cinco, entre os quatro. Todo ano“.

Compromisso pessoal com a reconstrução e busca por títulos

Apesar da cautela administrativa, o diretor não economizou nas palavras ao falar sobre sua motivação pessoal à frente do departamento de futebol. Santoro reforçou que o gigantismo do Bahia foi o que o atraiu para o projeto e que sua permanência em Salvador está ligada diretamente à possibilidade de levar o clube a conquistas históricas sob a gestão do Grupo City.

Se não fosse para vir aqui brigar por título, eu não estaria aqui. Eu não viria para cá. Eu vim para cá porque eu quero reconstruir esse clube que é um clube gigante, apaixonante. Nós vamos chegar lá, mas com os pés no chão e de forma sustentável“.

As declarações de Santoro reforçam a postura paciente que o Grupo City tenta estabelecer com a torcida tricolor, ressaltando que o caminho para as taças será pavimentado com organização e regularidade, fugindo do imediatismo para focar em uma hegemonia no futuro.

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