O atacante Erick Pulga foi direto ao comentar sobre as dificuldades que o Bahia vem enfrentando para converter seu volume de jogo em resultados positivos nas últimas partidas. Em entrevista coletiva no CT Evaristo de Macedo, o jogador reconheceu que o grupo atravessa um período incômodo, ressaltando que o clube não está acostumado a passar tanto tempo sem vencer. Para Pulga, a solução para a má fase passa obrigatoriamente por uma mudança de postura no setor ofensivo.
A principal crítica do atacante reside na falta de precisão no chamado “último terço” do campo. Segundo ele, o Bahia tem conseguido ser superior tecnicamente aos adversários, como ocorreu no empate contra o São Paulo, mas peca no momento crucial de definir as jogadas.
A cobrança interna é por uma equipe mais letal e concentrada para não permitir que o domínio territorial seja desperdiçado.
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O peso da tomada de decisão: Pulga cobra Bahia mais letal no ataque
O futebol pune quem não aproveita as oportunidades criadas. Durante sua entrevista, Erick Pulga reforçou que o trabalho diário com Rogério Ceni tem focado justamente em refinar as escolhas dos atletas quando chegam à área adversária, buscando diminuir a margem de erro que tem custado triunfos importantes na Série A.
“Essa questão de último terço também. A gente tem que melhorar essa questão de último terço. A gente tem que aproveitar mais as oportunidades que a gente está tendo em casa e fora, porque se a gente não faz, o adversário vai lá e faz“, alertou o atacante.
Pulga falou sobre a má fase vivida pela equipe durante o período de abril e maio, até este momento, com quatro partidas consecutivas sem saber o que é vencer, tendo acumulado duas derrotas e dois empates.
“Nossa situação não é um momento fácil que a gente está passando. Foi um mês difícil. Acho que o Bahia já tem um tempo que não passa mês assim sem vencer e eu acho que a gente tem que voltar a triunfar. Fazer o nosso melhor dentro de campo, como a gente vem fazendo. No último jogo, com certeza jogamos muito melhor que o São Paulo”.
O jogador acredita que a equipe está bem postada tecnicamente na marcação, mas que o desequilíbrio entre criar e concluir tem sido o fiel da balança nos tropeços recentes.
“Se for analisar tecnicamente a parte ofensiva, a gente foi muito melhor que o São Paulo. Mas é aquela coisa: a gente está pecando muito no último terço. A gente precisa muito melhorar essa questão do último terço e terminar a jogada”.
Trabalho focado na melhora das finalizações
Ressaltando o termo “letal” ao longo da sua entrevista, em diferentes respostas, Erick Pulga destacou o foco no trabalho diário para aprimorar as finalizações.
“É o que eu falei: a gente tem que ser mais letal nessa parte ofensiva. A gente está pecando muito nesse último terço, que é o mais importante para a gente. Acho que a gente tem que tomar as melhores decisões, melhorar as tomadas de decisão. Acho que é isso que a gente está trabalhando no dia a dia para melhorar”.
A expectativa é que o Esquadrão busque ditar o ritmo contra o Cruzeiro e, desta vez, transforme a superioridade tática em gols logo cedo, evitando correr atrás do placar e garantindo os três pontos necessários para a reabilitação no campeonato.
Bahia e Cruzeiro vão se enfrentar às 21h de sábado (9), na Arena Fonte Nova.








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