O técnico Rogério Ceni fez sua análise sobre o rendimento do Bahia após a derrota de virada sofrida para o Cruzeiro e respondeu a questionamentos sobre a sua continuidade no clube.
Em uma coletiva na Arena Fonte Nova, o comandante tricolor reconheceu que o time atravessa um período de fragilidade que vai além do aspecto tático, atingindo o lado emocional dos atletas. Para Ceni, a pressão pela necessidade de vencer tem minado a confiança do grupo, resultando em erros técnicos acima da média habitual da equipe.
Mesmo diante de um adversário que vinha de uma logística desgastante no Chile, o Esquadrão não conseguiu converter o frescor físico em domínio no placar. O treinador destacou que a solução para o momento crítico não virá de fora, mas sim da capacidade de reação do próprio elenco e comissão técnica nos próximos dias.
“Em tese o Cruzeiro estava mais desgastado. Acho que perdemos a confiança, os jogadores sentem a pressão pela necessidade de vencer. Treinando ou jogando o desgaste vem sempre, mas é claro que quem joga no meio de semana chega mais desgastado. Acho que erramos mais que o normal, não é fácil reverter um momento de baixa, mas precisamos sair disso o mais rápido possível. Não tem ninguém que vai nos tirar disso, apenas nós. Nós que temos que sair dessa situação”, falou o técnico do Bahia.
Leia mais: Bahia leva virada e perde para o Cruzeiro na Arena Fonte Nova
Autocrítica e o futuro no comando do Bahia
Questionado sobre a continuidade de seu trabalho frente aos resultados recentes, Ceni demonstrou tranquilidade, afirmando que o foco permanece total no cotidiano do CT Evaristo de Macedo enquanto a diretoria é quem deve se preocupar com esse tema.
O treinador ressaltou que a oscilação faz parte do futebol e que trabalha para retomar o caminho dos triunfos com o time.
“Não posso me preocupar com isso. Isso é uma questão da diretoria. Tento todos os dias fazer meu melhor, eu não canso de trabalhar. Tento achar situações, trocas, alternativas. Estou há 36 anos nisso, eu entendo a pergunta, faz parte do pacote do futebol. Estamos todos tentando fazer nosso melhor. Hoje tentamos diferentes alternativas, fizemos tudo que podemos, mas as coisas não estão acontecendo. Tem uma queda técnica e emocional. Precisamos fazer algo diferente para mudar a chave, para resgatar o torcedor. Não posso reclamar de competitividade e entrega dentro de campo, mas as coisas não estão acontecendo como já aconteceram.”
Rogério assume a responsabilidade pela queda de produção, pontuando que a liderança técnica exige aceitar tanto os elogios quanto as críticas.
“A responsabilidade nisso é sempre do treinador. Quando conseguimos classificar para a Libertadores também temos o crédito de elevar o nível do time. Neste momento acho que precisamos de mais confiança”, completou.
Decisão contra o Remo como questão de honra
Com o confronto decisivo pela Copa do Brasil batendo à porta, o treinador vê na viagem a Belém a oportunidade ideal para um “fato novo”. Para Ceni, o jogo contra o Remo na quarta-feira (13) passa a ser mais do que uma classificação, mas a possibilidade de virada de chave para a equipe.
“Temos que continuar trabalhando, tentar fazer algo de diferente na quarta-feira. Não só pelo calendário, mas pela nossa honra mesmo, pela nossa imagem. Não tem o que fazer de nomes novos, somos nós que temos que tentar mudar. Já fizemos coisas importantes em 2024 e 2025. A gente almeja chegar em posições mais altas em 2026, mas é um momento de fragilidade. Precisamos de luta para sobreviver a esse momento difícil.”
O Bahia se reapresenta nesta segunda-feira (11) com a missão de conqusitar a classificação contra o Remo.








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