O Bahia garantiu o título baiano de 2026 com um triunfo de 2 a 1 sobre o Vitória, e um dos grandes personagens da retomada tricolor na partida foi o volante Nico Acevedo.
Em entrevista coletiva após o apito final na Arena Fonte Nova, o técnico Rogério Ceni fez questão de destacar a importância da mudança de posição do uruguaio no segundo tempo para a mudança de postura da equipe. P
Na opinião do treinador, a leitura de jogo e a capacidade do atleta foram fundamentais para que o time superasse o desempenho ruim da primeira etapa e dominasse as ações no segundo tempo.
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A mudança tática e o papel de Acevedo para o Bahia
Rogério Ceni detalhou como a presença de Nico Acevedo, inicialmente como um terceiro homem de defesa, mas com características de meio-campista, e atacando como lateral-direito, alterou a dinâmica do clássico.
O treinador ressaltou que a precisão nos passes e o senso de posicionamento do volante foram cruciais para que o time ganhasse a confiança necessária para buscar o título. Segundo o técnico, a movimentação permitiu meio-campistas e atacantes tivessem suporte para empurrar a marcação rival.
“No segundo tempo, tentamos construir melhor. A maneira que tentei para construir melhor era ter Nico como terceiro homem (da defesa) e depois fazendo com dois zagueiros com ele, Erick e Juba empurrando o Vitória. A entrada do Erick no lugar deles foi ‘elas por elas’, mas o Nico fez um jogo espetacular pelo lado do campo. Imaginei que teríamos a bola no segundo tempo, mas precisávamos construir melhor no primeiro tempo. No segundo tempo, o time muda, a atitude muda, ganha mais de confiança e consegue retribuir o carinho do torcedor no jogo de hoje”.
Acevedo foi o melhor da final, afirma Rogério Ceni
Ceni também afirmou ter visto Acevedo como o melhor jogador da final, apesar de Jean Lucas ter sido coroado como craque do jogo por ter marcado os dois gols da virada.
“Se dá errado a troca do Nico (Acevedo) na lateral todo mundo ia bater, mas o que importa é a sua convicção do jogo. Tem dias que você tem que arriscar. Nico de costas tem mais dificuldade, mas de frente tem mais leitura, rende, tem energia, faz infiltrações, força física. Na minha opinião foi para o Nico o melhor em campo, com menção honrosa ao Gabriel Xavier, foi um monstro no campo, marcou Fabri. Jean também vai ser lembrado pelos gols. Mas Gabriel de pressão que vinha do jogo contra o O’Higgins é uma recompensa para ele
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Lado direito do Bahia no segundo tempo “comprou” a torcida
Com as mudanças feitas para o segundo tempo, as atuações de Nico Acevedo e de Kike Olivera recuperaram a torcida, que havia vaiado a equipe rumo ao vestiário após os primeiros 45 minutos do clássico.
Para ele, a disposição demonstrada pelos dois uruguaios no lado direito do ataque foram determinantes para a virada.
“Nico se destacou muito, isso deu confiança, Kike pressionando mais. Isso compra o torcedor, eles ganharam o torcedor. A torcida vaiou na ida para o vestiário, mas compreendeu que a gente precisava deles, foram parte importante. Finalizamos, chegamos. Willian chega, Sanabria começa a chegar, criamos situações de gol e fizemos os gols. Aí o torcedor carregou o time”.
Mesmo improvisado, Acevedo participou dos dois gols do Bahia. No primeiro lance, ele fez o cruzamento para a cabeçada que Willian José acertou e encontrou Jean Lucas na pequena área; no segundo gol, ele recebeu passe de Kike, invadiu a área e deu a assistência direta para o segundo gol de Jean Lucas.








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