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Notícia | Baiano

Publicada em 18 de abril de 2021 às 19h29

Prates cita juventude do time como motivo para poucos gols

Prates avalia dificuldades da equipe nas finalizações

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

O Bahia venceu o Bahia de Feira por 1 a 0 e deu um passo importante na briga pela vaga no mata-mata do Campeonato Estadual. A partida foi marcada novamente por uma enorme dificuldade da equipe tricolor para balançar as redes, mesmo jogando com um a menos na maior parte do tempo.

Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Cláudio Prates avaliou a atuação de seus jogadores. Perguntado pelo ecbahia.com sobre o que fazer para melhorar a produção ofensiva, ele citou a juventude do time como principal razão para as dificuldades no setor ofensivo.

“A gente já tem feito (tentado corrigir as finalizações) isso desde o começo da pré-temporada. Em todos os jogos a gente vem tendo um número grande de finalizações, de chegadas no último terço, e é muito claro para todos que a gente precisa melhorar na finalização, no último passe, de querer mais a bola e estar mais expostos. Volto a frisar: são meninos em formação ainda, que sob pressão é muito mais fácil ficar fora do funil de finalização para tentar uma jogada do que estar se expondo. Hoje eles foram muito bem nesse quesito. Não tenho nada do que reclamar. Obviamente que temos treinado muito, principalmente para ter a autoconfiança de finalizar melhor, de chegar na área mais organizadamente para que a gente possa vir a finalizar em gol todas as chances que criamos”.

“Exatamente pelo grupo. São jogadores que às vezes não têm essa característica tão grande de boa finalização, de boa chegada no último terço. Esse ano a diretoria optou por a gente dar opção por jogadores mais jovens, que a gente sabia que teria oscilações, o que é normal”.

Em oito jogos, o Bahia só marcou sete gols no Baiano.

Time pouco incisivo

Prates também afirma que o fator emocional de um time jovem também prejudica no momento de ser mais incisivo e buscar o ataque e não apenas um passe lateral.

“Quando você está emocionalmente prejudicado dentro de campo, mesmo tendo a superioridade numérica, evita correr riscos e toca mais lateralmente. Tentamos ao máximo que continuassem atacando linha, chegando com gente na área, mas às vezes não é fácil. Vamos continuar trabalhando. Esses dois triunfos consecutivos nos darão uma maior confiança para que a gente possa participar desse jogo errando menos nesse quesito que a gente sabe que é o mais importante que temos que corrigir”.

Precisaria de um jogador mais finalizador?

“Isso ficou bem claro desde o começo, a gente já conversou com a diretoria e é uma opção nossa dar chance a esses meninos. Sabíamos que iriam sofrer em certas circunstâncias da competição, como agora pegando times mais cascudos, que fizeram contratações. Vamos continuar acreditando na molecada, porque eles vão corresponder. E tenho certeza que esse projeto para o futuro dará muitos frutos ao Bahia”.

Prates pede paciência com Marcelo Ryan

“Esforço reconhecido. Só a gente que está dentro do clube sabe quanto o Marcelo trabalha. Ele é um menino 2002, que está sendo formado e está sendo lançado pelo potencial que tem. Vinha fazendo partidas muito boas, mas hoje vinha fazendo uma partida muito ruim. Preferi deixá-lo junto com Fabrício, exatamente porque acredito no potencial. É uma jogada que a gente trabalha muito pela raspada de cabeça dele no escanteio, por termos bons batedores. A felicidade é enorme, ele estava muito emocionado no final do jogo porque a vontade de evoluir foi recompensada. Espero que isso cause nele um controle emocional melhor. Ele sabe que tem um potencial enorme, mas tem muito a crescer ainda e as pessoas precisam ter um pouquinho de paciência com ele”.

Dificuldades mesmo com um a mais em campo

“O Bahia de Feira com um a menos faz duas linhas de quatro, muitas vezes com linha de cinco atrás. E isso às vezes dificulta mais do que 10 contra 10 em campo. Eles foram acima de tudo muito valentes. O gol saiu em uma jogada de bola parada, não em bola rolando. E quando o jogo estava 10 contra 10, tivemos várias chances, várias chegadas no último terço e não conseguimos concluir. Vale o esforço deles e foram coroados com esse triunfo”.

Confiança na evolução

”Obviamente que a gente queria sempre entregar performance com bons resultados. Hoje, fiquei muito satisfeito com o primeiro tempo, acho que a gente conseguiu controlar um time extremamente bem treinado. Oliveira Canindé é um time muito experiente. O Bahia de Feira é um time com jogadores que já jogaram Séries A e B, acostumados com Baiano, a maioria com média de idade acima de 25. Estou orgulhoso do grupo, principalmente dos jovens que lutaram e tentaram. Cometemos muitos erros de novo, a gente tem que minimizar isso, mas acima de tudo foram briosos e estou confiante na evolução deles”.

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