A falta de eficiência do Bahia no último terço do campo tem sido novamente tema de discussões em entrevistas coletivas pós-jogos da equipe. Durante a análise do empate contra o Santos, o auxiliar técnico Charles Hembert voltou a bater na tecla da falta de letalidade ofensiva.
Para a comissão técnica liderada por Rogério Ceni, o time tem cumprido o papel de criar volume e chances claras, mas a incapacidade de “matar” os confrontos quando está em vantagem técnica tem gerado um desgaste desnecessário e prejuízo dentro das partidas.
Hembert destacou que o padrão de começar as partidas pressionando o adversário no campo de ataque tem sido recorrente, como visto nos duelos recentes contra Palmeiras, Flamengo e o próprio Santos. No entanto, o auxiliar técnico alertou que a frequência que o time tem em desperdiçar oportunidades gera uma frustração coletiva que acaba refletindo no comportamento defensivo da equipe, abrindo espaços para contra-ataques fatais dos oponentes.
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Frustração e desequilíbrio por chances perdidas
Um dos pontos da análise de Hembert foi a correlação entre o ataque ineficiente e as falhas na fase defensiva.
Segundo ele, quando o Bahia não converte o domínio em gols, o time tende a se desorganizar emocionalmente. O profissional entende que isso ficou evidente no final do primeiro tempo contra o Santos, quando as linhas se abriram e os jogadores deixaram de “atacar marcando”, resultando em espaços que culminaram nos lances de pênalti para o adversário.
“A gente começa os jogos criando oportunidades de gol. (Temos dificuldades para) Empurrar para dentro do gol, dificuldade para finalizar em gols essas jogadas. Você não mata na hora que está forte no jogo, depois é mais difícil gerenciar os outros momentos do jogo. Sofremos gols assim, mas conseguimos empatar. Precisamos ser mais letais”.
O desafio do Bahia é manter a intensidade, diz Hembert
Hembert afirma também que a intensidade demonstrada em jogos grandes é o caminho a ser seguido, mas a eficácia no momento da conclusão precisa acompanhar o volume de criação de chances.
“Tem também a frustração por não fazer o gol, que aconteceu na parte final do primeiro tempo (contra o Santos), ficando com linhas mais abertas. A gente começa os jogos no campo de ataque, criando oportunidades de gol, e a gente deixou de atacar marcando”.
O Bahia terá uma semana cheia para treinamentos no CT pensando no jogo de domingo (3), contra o São Paulo, no interior paulista.








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