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Notícia | Brasileiro

Publicada em 15 de novembro de 2021 às 11h25

Bahia e 17 clubes assinam com empresa interessada na Liga

Apenas cinco times da Série A não assinaram; Liga Nacional de Clubes segue agitando os bastidores

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

A Liga Nacional de Clubes segue agitando os bastidores do futebol brasileiro. Dessa vez, 18 clubes assinaram um termo com uma empresa interessada em assumir as operações.

A empresa que demonstrou interesse em assumir a futura liga de clubes é chamada como Codajas Sports Kapital, liderada pelo advogado Flavio Zveiter. A informação foi publicada por Rodrigo Capelo, do ge.globo.

Dentre os clubes que confirmaram assinatura, está o Bahia, incluindo times da primeira e segunda divisão do país. Quanto à Série A, somente Athletico, América Mineiro, Fluminense, Juventude e Sport não assinaram o acordo.

Segundo Capelo, a assinatura do termo não gera nenhuma obrigação aos clubes, que podem recusar o que for proposto posteriormente. Em contrapartida, gera obrigações de que os clubes não vendam nenhum direito de transmissão ou comercial relacionado à Série A para o período pós-2024 nos próximos dois meses.

A Codajas garante ter acordo firmado com a Advent International, que estaria disposta a investir valores bilionários na liga nacional de clubes do Brasil, assim como tem negócio firmado com a liga italiana.

Em projeções iniciais, a Codajas vê a liga de clubes do Brasil com valor de 4 bilhões de dólares. Em caso de venda de 25% para a Advent, receberia um aporte de 1 bilhão de dólares para repassar aos clubes. Mas, reafirmando, ainda são projeções iniciais.

Clubes contrários

Para Mario Celso Petraglia, presidente do Athletico Paranaense, o acordo pode dificultar novas negociações no futuro e que há receio de que os valores estimados estejam abaixo do mercado.

Segundo Rodrigo Capelo, o dirigente atleticano quer formar uma aliança com clubes que ainda não assinaram para criarem um grupo de oposição.

Já na opinião do presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, há incômodo pelo tempo de concessão dos 25% para a Advent International – o acordo daria à empresa direito ao percentual por 75 anos.

O dirigente teria dito que os clubes estariam “vendendo” uma quantia elevada no futuro em troca de socorro imediato.

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