O Bahia viveu uma tarde de pesadelo no Estádio Mangueirão neste último domingo (22), sofrendo uma dura derrota por 4 a 1 para o Remo.
O resultado chama a atenção não apenas pelo placar, mas pela rapidez com que a solidez defensiva construída no início da Série A foi desfeita em solo paraense.
Antes do início da sétima rodada, o Esquadrão ostentava a melhor defesa da competição, com apenas três gols sofridos em seis jogos.
Após o apito final em Belém, esse número mais que dobrou, saltando para sete gols sofridos em sete partidas, evidenciando o “desastre” da atuação tricolor diante do então lanterna da competição.
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Pane em 38 minutos e mudança forçada no gol do Bahia
A sequência de gols sofridos começou nos acréscimos do primeiro tempo e se estendeu até a reta final da partida.
O Bahia levou os quatro gols em um intervalo de 39 minutos de bola rolando (no último minuto do primeiro tempo até o minuto 38 da segunda etapa):
- 54′ do 1º tempo (último minuto): Vitor Bueno empata o jogo;
- 4′ do 2º tempo: Gabriel Taliari vira para o Remo;
- 13′ do 2º tempo: Gabriel Taliari marca o terceiro;
- 38′ do 2º tempo: Jajá fecha a goleada.
O panorama da partida tinha o controle do Bahia no placar após abrir 1 a 0. Aos 40 minutos, o Esquadrão perdeu Ronaldo por uma lesão em que caiu mal ao defender um chute e foi substituído por João Paulo.
A troca forçada sob as traves coincidiu com o momento de maior instabilidade do time, que “desmoronou” após sofrer o empate e ainda desperdiçar um pênalti quando poderia “voltar para o jogo”.
João Paulo é defendido por Rogério Ceni
Mesmo com uma atuação a partir do minuto 40 da primeira etapa, o goleiro reserva do Bahia, João Paulo, já tem mais gols sofridos do que Ronaldo havia sofrido nos seis primeiros jogos e até o momento da primeira etapa em que sofreu lesão.
Após a partida, o técnico Rogério Ceni fez questão de sair em defesa do goleiro reserva.
“É ruim para qualquer goleiro entrar no meio do jogo, nunca é a mesma coisa que se preparar para começar o jogo. Não vejo falhas do João Paulo. Foi muito mais a mentalidade do restante da equipe“.
“Inaceitável o comportamento”
Para Rogério Ceni, a mudança drástica de postura após sair na frente com gol de Everaldo aos 31 minutos é difícil de explicar. O treinador destacou que o time se mostrou incapaz de reagir às adversidades, permitindo que um adversário que estava “completamente assustado” dominasse as ações e construísse a goleada.
“A troca do goleiro, gol no final do primeiro tempo, gol no começo do segundo tempo, pênalti perdido e outro gol. O jogo acabou ali para nós. Não tivemos mais força, nem chegamos mais ao gol do Remo. Então é inaceitável o comportamento”, analisou o comandante tricolor.
Agora, o Bahia precisa aproveitar o período de descanso para reorganizar o sistema defensivo e recuperar a confiança. Com dois jogos fundamentais em casa contra Athletico e Palmeiras no início de abril, o objetivo é estancar a sangria defensiva e voltar a vencer com autoridade.








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