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Notícia | Brasileiro

Publicada em 25 de novembro de 2021 às 12h45

CBF divulga parecer sobre lances reclamados pelo Cuiabá

Ouvidoria da CBF dá razão ao Cuiabá sobre segundo gol anulado, mas diz que o primeiro foi corretamente marcado

Victor de Freitas

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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

A CBF se pronunciou oficialmente sobre as reclamações protocoladas pelo Cuiabá quanto aos dois gols anulados na partida contra o Bahia, no último domingo (21).

Em resposta às reclamações do time mato-grossense, a Ouvidoria da Confederação Brasileira de Futebol, enviou aos clubes um documento assinado pelo ouvidor da Arbitragem, Manoel Serapião Filho, com opiniões sobre os lances.

Sobre o primeiro lance questionado, no qual um gol do Cuiabá foi anulado por impedimento, o ofício da Ouvidoria afirma que ‘o Reclamante não tem razão’.

“Para que tudo fique, de logo, bem esclarecido, observa-se que no freme imediatamente anterior ao tomado pelo VAR, o pé do atacante ainda não mantinha contato com a bola. Não obstante, ainda quando a alegada distorção tivesse ocorrido, pode-se afirmar, com plena segurança, que a posição de impedimento não se modificaria, pois, já bem antes do momento do passe, o pé do atacante estava no ponto considerado pelo VAR para aferir o impedimento. Desse modo, um freme antes ou depois do momento exato do passe não alteraria a situação, em que pese não ter havido”, diz um trecho do parecer sobre o primeiro gol anulado.

sobre o segundo lance reclamado, no gol do Cuiabá anulado por carga faltosa no lateral Nino, o parecer afirma que ‘o Reclamante tem razão’.

“O Reclamante tem razão. Realmente, pois em que pese o atacante do Reclamante haver posto seu braço esquerdo sobre as costas do defensor oponente, não se percebe a ação de empurrar, ou seja, movimento dinâmico do braço do atacante contra o corpo do adversário”.

Sarapião Filho também admite que se trata de um lance difícil, mas cobra que os árbitros estejam bem preparados para não errarem, porque a dificuldade faz parte da profissão.

“Não obstante, deve ser dito que as situações em que um jogador coloca seu braço sobre um adversário são muito difíceis de serem percebidas com precisão se houve a ação de empurrar ou não, o que, portanto, possibilitam erro, especialmente como neste caso em que o defensor caiu. Disso resulta que os erros decorrentes desse tipo de lance, conquanto não se possa isentar os árbitros da responsabilidade, até porque eles devem estar preparados para as dificuldades da função, são perfeitamente compreensíveis do ponto de vista humano”.

O jogo teve Raphael Claus (FIFA-SP) como árbitro de campo e José Rocha Filho (VAR-FIFA-SP) como árbitro de vídeo.

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