O Bahia chegou a levar um susto no início do jogo, mas conseguiu uma virada fundamental dentro de casa para vencer o Internacional por 3 a 2.
Em entrevista após a partida, o técnico Rogério Ceni valorizou o empenho dos jogadores para conseguir o triunfo mesmo sofrendo um gol no início do primeiro tempo e marcar três gols antes mesmo do fim da primeira etapa.
Força mental foi o principal fator para o Bahia vencer, diz Ceni
Para o treinador tricolor, a concentração do time após os sustos inicial foi o fator para que a virada fosse conquistada e ainda levar um placar com dois gols de vantagem para o intervalo.
Eles perderam uma chance no lance seguinte ao gol. Eles poderiam ter feito o terceiro, mas a gente também poderia ter feito o quarto. Há uma série de possibilidades para os dois lados. A gente construiu o 3 a 1 e teve força mental para virar o jogo saindo atrás com 16 minutos. Em 30 minutos a gente virou um jogo para 3 a 1. Isso demonstra força mental”, afirmou o treinador do Bahia.
Ceni destaca que o Bahia se sobrepôs ao adversário por ter sido eficiente para aproveitar as oportunidades que criou, enquanto o adversário desperdiçou chances que poderiam deixar a parte mais difícil.
“Futebol é isso, são chances para você e contra. Acho que perdemos mais chances que o Inter. Pulga cabeceia uma bola muito perto do gol. O time cria, tem volume, chega. Quando a gente vai cansando, depois de criar tanto, é natural… se você não matar o jogo, dá chances ao adversário. O Inter precisava muito vencer hoje, tem bons jogadores, na minha opinião é um bom time”, avaliou o treinador tricolor.
Erro que resultou no segundo gol do Inter
Apesar dos elogios à atuação da equipe para a conquista do triunfo, Rogério Ceni não deixou de pontuar erros cometidos pelo time. Como exemplo, citou o lance que gerou o segundo gol do Internacional ainda no começo da segunda etapa.
“O lance do segundo gol do Inter começa com um jogada nossa lá no ataque. A gente tinha quatro jogadores na segunda trave, mas a escolha é por fazer uma tabela. Dali o Inter sofre uma falta, cobra rápido e faz o gol. Começa com uma escolha errada. Mas fizemos três gols no jogo. O Pulga, que é um ponta, fez dois. Muito tempo que um ponta nosso não faz dois gols. Então tem essas situações das decisões, acho que também ficamos muito ansiosos, o torcedor gosta desse jogo de transição, mas ele não nos faz bem. Às vezes a gente não consegue, jogando em casa, fazer isso o tempo todo. Eu noto que os jogadores se sentem ansiosos aqui, eles não conseguem se soltar. Eles querem agradar ao torcedor e deixam de fazer a jogada certa para acelerar. A gente não tem um time para fazer esse tipo de jogo, não é saudável entrar nesse ritmo”.
Triunfo no Ba-Vi fez o time ‘virar a chave’?
“Se foi um fechamento, foi antes do jogo contra o Vitória, fechar depois é mais fácil. Mas o time está há nove jogos sem perder. É um time que oscila como os outros, mas mesmo assim volta para o segundo semestre e ainda não encontrou a derrota. O Ba-Vi foi muito motivador, e o que temos que tentar fazer é manter isso, mas isso também é um desafio no futebol. Perdemos pouco esse ano, só cinco partidas. O time está sempre lutando”.
O próximo desafio do Bahia será contra o Bragantino, no sábado (5), fora de casa.








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