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O momento decisivo do Bahia no Brasileirão: o que esperar do Esquadrão

Notícia
Brasileiro
Publicada em 15 de setembro de 2026 às 06:35 por Da Redação
Brasileirão Série A -10 - Bahia
Foto: Rafael Rodrigues / EC Bahia





O Esporte Clube Bahia encontrou, enfim, a consistência que lhe faltava no Brasileirão 2026. O time de Rogério Ceni deixou para trás a irregularidade das primeiras rodadas e, depois de uma pausa para data FIFA que serviu para recuperar peças importantes, ocupa uma posição que recoloca o G4 no radar tricolor. Aos torcedores que quiserem entrar no clima da próxima partida, a brazino 777 já abriu as odds para o confronto, oferecendo mais uma forma de acompanhar o jogo do Esquadrão. O otimismo atual, no entanto, só se justifica com resultados.
O momento pede foco – e o elenco parece ter entendido isso.

A volta das peças-chave e o ajuste tático

Rogério Ceni recuperou atletas que estavam no departamento médico e ganhou opções que antes não tinha. O retorno de um atacante que vinha se destacando na Seleção Brasileira sub-17, por exemplo, ampliou o repertório ofensivo nos treinos. No meio, Jean Lucas – muito criticado no início da temporada – tornou-se o motor da equipe, com desarmes precisos e passes que quebram linhas.

A comissão técnica aproveitou a paralisação para trabalhar bolas paradas, ponto fraco nas primeiras rodadas, e variações de pressing no campo adversário. O resultado é um time que domina a posse e pressiona a saída de bola rival com mais naturalidade. Falta apenas traduzir essa fluência em gols com maior constância.

Solidez fora de casa, ataque ainda oscilante

O Bahia transformou-se no terceiro melhor visitante da Série A, segundo dados do próprio site do clube. Fora da Fonte Nova, sofre poucos gols e explora contra-ataques com velocidade. Na Arena, a torcida empurra o time nos momentos de aperto – como no último Ba-Vi, em que o apoio fez diferença nos minutos finais.

O ataque, contudo, ainda trava contra defesas fechadas. A solução de Ceni foi escalar dois atacantes móveis que trocam de posição constantemente, desorganizando a marcação adversária. O ajuste tem funcionado melhor fora de casa, onde os espaços aparecem com mais naturalidade.

Cinco fatores que explicam a arrancada tricolor

A reta final do Brasileirão costuma separar times que apenas sonham daqueles que efetivamente conquistam vagas. O Bahia reúne condições para brigar, mas não por acaso.

Esses elementos, somados ao ambiente controlado no CT Evaristo de Macedo, criam a base para uma arrancada consistente. Falta agora transformar potencial em pontos.

  • Recuperação de atletas-chave no departamento médico, ampliando as opções no banco.
  • Trabalho específico em bolas paradas e pressing alto durante a pausa para data FIFA.
  • Consolidação de Jean Lucas como motor do meio-campo, com desarmes e passes verticais.
  • Manutenção da solidez defensiva fora de casa, terceira melhor da competição.
  • Ajuste tático com dois atacantes móveis para desorganizar defesas fechadas.

O duelo que pode definir a arrancada

O próximo jogo é contra um concorrente direto na briga pela Libertadores. O retrospecto recente favorece o Bahia, mas Ceni insiste na mensagem: concentração máxima. A escalação deve ser a base do último compromisso, com o meio-campo como setor decisivo. Se o time tricolor impuser seu ritmo desde os minutos iniciais, tem ampla vantagem.

Se perder o controle da zona central, porém, pode sofrer nos contra-ataques. A tendência é de um jogo truncado, definido por detalhes nas bolas paradas ou substituições tardias.

Pressão nas costas, mas ambiente controlado

Cada ponto perdido na reta final pesa o dobro. O elenco sabe disso, mas o ambiente no CT Evaristo de Macedo é de trabalho metódico, sem histeria. A comissão técnica estuda cada adversário com profundidade, identificando padrões e fraquezas. Esse trabalho nos bastidores, combinado à experiência de Rogério Ceni em campanhas de G4, sustenta a confiança do grupo.

Resta ao torcedor esperar um time competitivo até a última rodada, sem espaço para vacilos contra postulantes ao rebaixamento ou zebras do campeonato.

Conclusão

Creio que o Bahia tem tudo para carimbar vaga na Libertadores de 2027, mas precisa transformar a solidez defensiva – seu maior trunfo – em regularidade ofensiva nas rodadas finais. A torcida, que lota a Fonte Nova e empurra o time nos momentos decisivos, merece ver um Esquadrão competitivo até o apito final do campeonato.

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