é goleada tricolor na internet
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Publicada em 2 de abril de 2023 às 20:33 por Manuelito Magalhães

Manuelito Magalhães

50 tons de azul, vermelho e branco






O tricolor sagrou-se campeão baiano na tarde de domingo, num jogo cujo placar não dá a ideia exata do quão disputado foi. Fizemos por merecer. Tivemos maior volume de jogo e as melhores chances, mas a Jacuipense foi um adversário duro que valorizou o vice-campeonato, ao contrário de um outro time, outrora rival… Com isso, o Bahia alcançou a tão esperada 50ª. estrela no universo do estadual. Após três anos de espera, somos enfim o segundo time no Brasil a alcançar a marca de cinquenta títulos estaduais. O primeiro é o ABC-RN. A turma do milho pode rir à vontade: com o título conquistado, alcançamos a segunda posição. Com orgulho e muito sofrimento nesse começo de temporada, como sói acontecer com o Bahia.

Além da conquista, apresentamos mais uma vez um bom futebol, não fomos vazados – coisa rara neste ano de 2023 – o meio campo conseguiu realizar jogadas de projeção entre as linhas adversárias e, alguns jogadores, parecem estar mostrando evolução. É o caso de Marcos Felipe, de Chávez e de Everaldo, este último marcando seis gols nos cinco últimos jogos, fora as assistências. Temos motivos para comemorar. Mas, não podemos esquecer que o Bahia começou o ano apresentando um bom futebol e, depois, nos perdemos. Vexame atrás de vexame, deixamos a competitividade de lado. É como se tivéssemos rodado, rodado e retornado ao lugar de início. Coisas do Futebol. Importa mesmo é que começaremos otimistas o campeonato brasileiro. Muito diferente de trinta dias atrás quando a imensa maioria da torcida já dava o rebaixamento como garantido. Exageros da paixão cega que é torcer pelo Bahia!

Gostemos ou não, Renato Paiva entrou para a história do Bahia trazendo o 50º. título estadual e o primeiro da “era City”. Mas, ele não poderá esquecer que sua trajetória desde dezembro passado não foi um caminho suave. Pelo contrário, foi cheio de curvas acentuadas. Erros foram cometidos e não foram poucos. Não há explicação para a insistência com um esquema tático que fragilizava o sistema defensivo, nem para a insistência com alguns jogadores que não estavam entregando futebol para justificar a titularidade. Cicinho à frente! Espero que o título não suba à cabeça de nosso treinador e o faça fechar os olhos para a realidade. O fim da primeira temporada desta série foi feliz, apesar da eliminação na Copa do Nordeste. Mas, isso não é a garantia de que a segunda temporada vá entregar resultados coloridos. Os tons de cinza continuam a nos espreitar.

É verdade que todos nós cobramos muito do treinador nestes primeiros meses. Exageradamente até, em razão de que ele começava um trabalho do zero, que várias peças não entregaram o que delas se esperava e as contusões frequentaram o ambiente tricolor. No entanto, ficou evidente em alguns momentos que o planejamento realizado não estava entregando os resultados esperados. Era necessária uma correção de rumo. E Paiva demorou a fazer essa mudança. As perspectivas, contudo, são boas. Temos a chegada de Ademir, Thaciano e Victor Hugo. Temos as boas contratações de Biel e Cauly. E temos uma base na equipe que se não é sólida, também não se desmancha no ar. BBMP!!

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