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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 19/06/2021 às 17h13

A surpreendente chegada do português

Não é preciso ser muito percipicaz para entender a nova filosofia de trabalho no Bahia como clube formador de valores e com folosofia redirecionada visando eficiência com menor custo no Departamento de Futebol sem perder eficiência e de acordo com um projeto. O Tricolor pretende ser uma espécie de "indústria" que trabalha a matéria prima beneficiando o que produz bem como também ao que se chama de matéria inacabada -- transição.

-- Sem querer entrar na discussão do mérito, apenas emito opinião de acordo com o desenrolar dos fatos

Quando o Bahia contratou Roger Machado deu a primeira demonstração de que a filosofia seria implementar o novo. Em seguida contratou Dado Cavalcante para desenvolver o time de transição, não apenas em campo, mas na coordenação do sub-23. Estava bem claro o novo estado de paradigmas no Tricolor. Seria revolucionário porque o Tricolor prepararia nem só jogadores, mas todo seu staff técnico.

-- E assim vem acontecendo neste ano desde o início da Era Dado.

Numa das minhas colunas, época em que Dado desembarcou na Cidade Tricolor, escrevi dizendo que em caso de uma demissão de Roger, ou de possível não renovação ao fim do seu contrato com o Bahia, Dado assumiria como treinador em lugar de Roger porque havia sido contratado também visando essa possibilidade dentro da dinâmica do planejamento. Isso só não ocorreu à época devido à dois fatores; Pandemia e pressão da torcida.

Devido ao vírus chinês foi desfeito o elenco de transição e Dado foi no meio desse desmanche por decisão própria, ou não. Fato é que achei equivocada a decisão do desmanche do time e, ainda mais equivocada achei a saída de Dado -- de uma forma ou de outra. Com o passar do tempo Felizmente a diretoria do clube aprendeu a lidar com a situação sanitária em curso e todo o projeto foi refeito.

Eis que mais tarde o bom filho à casa retornou e Dado só não foi convidado para assumir o time de futebol, quando Roger foi demitido, porque a pressão do torcedor era tanta devido à má campanha no Brasileirão que Guilherme Bellintani, acuado, teve de fazer mea culpa e dar uma satisfaação à torcida contratando ninguém mais nem nada menos que o consagrado Mano Menezes. Foi uma ótima estratégia para uma pausa cheia de aplausos na pressão.

Mano não deu certo, não por incompetência, e foi embora. Era preciso mudar pelo momento do time em campo e por todo o departamento de futebol que precisava de uma mexida estrutural que incluia diretoria técnica e jogadores. Bellintani então guindou Dado Cavalcante ao cargo de treinador e a reforma, de fato necessária, foi iniciada e caminha a passos que não diria apressados como pede e deseja a torcida, mas mais largos e de acordo com às finanças do clube.

Dando prosseguimento à filosofia que vem sendo exercida no Tricolor, acontece a surpreendente chegada do português Bruno Lopes. Ao meu ver, além de dar uma estrutura técnica com método europeu às divisões "inferiores", Bruno faz parte também de um processo filosoficamente natural que conta, por exemplo, com uma eventual saída de Dado Cavalcante, que no momento faz um excelente trabalho.

Como a dinâmica no futebol nem sempre faz justiça devido à impaciênca opressora contra técnicos de futebol, pode acontecer um desenlace entre treinador e clube. No caso do Bahia, em acontecendo, a torcida nem espere por um treinador medalhão porque não acontecerá. Como posto mais acima, começou uma nova filosofia no clube desde a saída de Roger Machado -- que não era culpado tecnicamente de nada. O fracasso de Roger foi entrar numa área ideológica que não era adequada ao cargo de treinador.

Para finalizar, permita-me leitor, algumas metáforas; a diretoria Tricolor quer colher, a contragosto do imediatismo da torcida, frutos de qualidade no seu próprio pomar. Fora disso ele busca em outros produtores sementes de qualidade e mudas com ótimo potencial produtivo.

Sabe o Presidente Tricolor que essa busca ao mercado do câmbio negro por frutos maduros praticado por agentes e atravessadores não oferece qualidade com preços adequados ao contexto. Nesse caso o melhor para quem pensa também em ser um fornecedor dos grandes mercados é comprar sementes e mudas para serem cultivadas por ótimos profissionais. 

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