é goleada tricolor na internet
veículo informativo independente sobre o esporte clube bahia
Publicada em 11 de junho de 2017 às 11:46 por Autor Genérico

Autor Genérico

A vez da realidade






 

 

 

Um clube grande mede-se também pelo tamanho do seu quadro de associados e o torcedor deve se conscientizar disso e se associar para exigir escaladas mais ousadas pelo Bahia. As apostas do presidente do clube foram certas e coerentes porque na verdade era a única carta que poderia ser tirada da cartola, já que o orçamento não permite a contratação de jogador já marcado como “acima da média” e conforme o sonho do torcedor tricolor. 
 
Desde que o Presidente do Bahia deixou de ostentar o cargo e passou verdadeiramente a exercê-lo sua administração mudou para melhor, o cabide de emprego diminuiu muito no Bahia, o clube se profissionalizou um pouco mais e neste ano o torcedor está podendo ver o seu “Baêaa!” voltando orgulhosamente a ostentar o mantra “Nasceu para vencer” e a Fonte Nova voltar a ser a casa tricolor
respeitada e temida pelos adversários. 
 
Porém, ressalto que a torcida não deve achar que o seu time tem obrigação de estar entre os seis primeiros na tabela. A luta do Bahia é para se manter entre os dez de cima na classificação. A partir disso, o que de melhor acontecer será consequência e não obrigação porque o Bahia ainda é um clube em reconstrução desde que desceu aos porões da série “C” e de lá saiu para a série “A”.   
 
Os percalços havidos nessa caminhada, as mudanças políticas na estrutura do clube, a chegada de um novo modelo administrativo, tudo isso foi motivado com objetivo de fazer com que o Bahia fizesse as pazes com a grandeza que o caracteriza, inclusive, como bi campeão brasileiro que de fato e de direito o é. 
 
É importante dizer que a Copa Nordeste tem feito o futebol desta região se tornar vitrine, e isso tem um peso enorme para que os nossos clubes, se bem organizados, montem bons times e extensos quadros de associados porque independentemente do estigma de outrora jogadores estão vendo em clubes como o Bahia, Sport e outros, oportunidades de expandir suas carreiras, também, no Nordeste. 
 
Neste momento Bahia e Sport são as principais vitrines porque protagonizaram a final da “#LâmpiosLeague”. Quando foi que vimos, regionalmente falando, uma festa tão bonita como a
decisão da CN sendo transmitida para outros países mundo afora, inclusive, os da Europa? Não lembro.
 
Para mim o ponto alto do Bahia neste ano foi saber planejar para alcançar o objetivo que era  chegar à final da Copa do Nordeste e chegou sobrando em pontuação e técnica. O Bahia atual vai bem em campo e administrativamente também. 
 
Não jogo no time daqueles que procuram crises onde elas não existem e nem posso tapar o Sol com peneira porque sou medianamente inteligente para entender o óbvio. 
 
O Bahia ainda tem um passivo que incomoda, mas sem dúvida a máquina está devidamente colocada nos trilhos e negar isto não seria inteligente. Também não adianta o torcedor reclamar contratações de impacto porque os exemplos de fracasso estão aí marcando com ferro quente o passado e presente de alguns clubes que extrapolam seus orçamentos e, depois, nem dinheiro e nem êxito.
 
Noutro dia li sobre um empréstimo que o Bahia tentou e não conseguiu por falta do aval da Globo, e com a velocidade the flash isso foi noticiado como crise financeira… crise existe quando a situação é de difícil reversão, quando não há credibilidade e nem meio de obtê-la. Há dificuldades, sim, mas esses são momentos onde se busca a solução menos difícil porque há garantias para isso de acordo com o que o Bahia tem como recebimento futuro.
 
Riscos calculadamente factíveis de fracassos é o que o Bahia não deve correr e isso até me parece uma norma no clube, ou seja: não jogar por terra aquilo que se conseguiu por ideologia, desgaste, trabalho e objetividade. A situação econômico/financeira do clube é boa? Não. Mas também não é precária porque ao longo da atual gestão, e até então, o clube tem honrando os seus compromissos.
 
A posição de respeito que o Bahia alcançou como clube organizado devidamente reconhecido pela imprensa do Sul e Sudeste não pode ser desconsiderada pelo fato de ter dispensado, segundo noticiário, 39 funcionários e 30 jogadores das divisões de base — embora para quem está de fora isso pareça com incompetência e irresponsabilidade.
 
Mas quem está à frente do clube sabe onde o sapato está apertando e tenta apenas evitar o calo. Melhor cortar na carne agora do que levar a instituição ao caos financeiro. O Presidente tricolor tem a obrigação de fazer o Bahia  voltar a ser visto como um clube responsável e digno da sua própria grandeza, embora com a atual conjuntura econômica do país isto tenha um preço a ser pago.
 
Conclusão: o torcedor precisa se associar para que o clube possa ter um caixa sustentável e esperar que as coisas aconteçam no tempo certo porque há um trabalho visando esse objetivo. Esse time que aí está fazendo-se crer nele vai jogar mal também em algumas oportunidades e nem por isso as coisas estarão erradas só por causa de possíveis resultados que não sejam o esperado. Futebol, repito, não é uma ciência exata, é um jogo que precisa ser jogado com inteligência dentro e fora de campo e isso anda acontecendo. Sejamos razoávei

comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do ecbahia.com.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral, os bons costumes ou direitos de terceiros.
O ecbahia.com poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios
impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

enquete

Você gostou da camisa branca 2026 do Bahia?
todas as enquetes