é goleada tricolor na internet
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Publicada em 1 de julho de 2010 às 00:00 por Autor Genérico

Autor Genérico

A vida é um mistério






A vida é um mistério. Sempre será… Nada menos caro, nem mais fácil, o amor é algo que se pode oferecer em gestos e atenções, sabemos, mas não atentamos para tal. Nunca imaginamos que um abraço, por exemplo, pode ser o último para alguém. Que bom seria se nos despedíssemos sempre com um abraço, uns dos outros, mesmo tendo a certeza do reencontro em breve…

“Sou como você me vê, posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, depende de como você me ver passar.”

Me impressiona o “logo ali” pela grandeza da sua incógnita, a frieza da incerteza que o próximo passo nos causa, a festa que pode se transformar em lágrimas tristes e as comemorações em lamentos, porque o próximo minuto é, também, incógnito…

Não tenho escrúpulos para alterar o tema desta coluna se a dor da incerteza que sinto é maior que a finalidade normal dela. Neste momento, este espaço, que uso para emitir as minhas opiniões sobre o esporte, me serve também para orientar pais, tios, avós, amigos e pessoas, em geral, que cintos de segurança têm necessariamente que ser usados tanto nas poltronas da frente quanto nas de trás…

Parece um tanto óbvio, mas muitos não procedem dentro das normas e expõem crianças, principalmente, aos acidentes, não raro, fatais. O “banco traseiro” tem cintos, mas raramente são usados, e este detalhe tem tirado tantas vidas e causado tantas dores…

Era dia de jogo, Brasil x Portugal, eu estava em Jaguaquara, onde fui festejar o S. João e rever parentes que residem lá. Fim do jogo, almoço festivo, família… E a notícia repentina, impiedosa, através do telefone: meu irmão que procedia de Sergipe capotara seu automóvel chegando em Salvador, nas imediações da Jaqueira do Carneiro…

O não uso dos cintos – vinham usando até Feira – nas crianças, por esquecimento, arremessou-as contra o pára-brisa e asfalto, respectivamente, da pista sentido Salvador-Feira, causando traumatismos vários nos meus pequeninos sobrinhos. Mas o estado mais grave é de Raylla Caroline, a mais “velha” dos três, 10 anos, uma princesinha, com traumatismo craniano ainda na UTI em estado delicado.

Tem sido extremamente doloroso para mim e minha família o atual momento. Se aqui exponho nosso sofrimento é para que todos tenham a consciência da importância do cinto de segurança e cuidados que se deve ter quando transportando crianças.

A vida parece perder o seu verdadeiro sentido quando alguém que amamos se interpõe fortuitamente entre a existência e a inexistência por um simples esquecimento de um ato vital: colocar os cintos de segurança quando em veículos de transportes.

Peço desculpas a todos os leitores, bem como aos meus editores, mas não poderia deixar de vir a este privilegiado espaço que tenho na mídia mais ampla que existe nos nossos dias para fazer a minha parte, tentando evitar lágrimas, dores e sofrimentos causados por detalhes mínimos, porém de importância suma.

xxx

Quero agradecer a todos os médicos, enfermeiros e enfermeiras do Hospital Geral do Estado – HGE – pelo atendimento preciso e cuidadoso que Raylla Caroline Gomes recebeu e continua recebendo de todos.

Eu acredito em anjos, e por acreditar eles existem.

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