é goleada tricolor na internet
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Publicada em 4 de fevereiro de 2011 às 00:00 por Autor Genérico

Autor Genérico

Além da linha do horizonte existe muito mais






Não sou um cara perfeccionista, mas observador atento a tudo que gira dentro do meu círculo de convivência. Já não tenho idade para ignorar a humildade, pois a cisão entre o intempestivo e a razão aconteceu há muito tempo em mim. O otimismo não é uma fórmula conceitual em minha vida, sim uma força maior no meu ser que me faz acreditar que até dentro das cinzas posso encontrar tesouros…

Não é pelos tropeços do Bahia no início do campeonato que acho que a vaca já foi pro brejo. A direção tricolor apostou numa nova filosofia de trabalho implantada por Angioni, que, naturalmente, atraiu para si a responsabilidade do sucesso ou do fracasso. Portanto, deve o Gestor de Futebol saber perfeitamente o que está fazendo, e eu acredito piamente no seu trabalho. É um profissional com um baita nome a zelar, que tem demonstrado competência e equilíbrio, e não é afeito a esquemas com jogadores e muito menos com empresários.

Tenho recebido muitos e-mails de torcedores – através do meu endereço no ecbahia.com ou direto para o meu endereço particular na net –, e o mais recente me chamou muito atenção pela forma como o leitor dissertou sobre o Bahia e o rival, abordando temas excelentes para discussão. É o tipo do torcedor com o qual gosto de interagir, pena que o texto que ele me enviou é demasiado grande para que eu o transcreva na íntegra…

Achei interessante uma abordagem sua quando ele diz que o Bahia conseguiu ser campeão brasileiro em 1988 porque as administrações dos clubes, à época, ainda tinham cunhos amadoristas. Porém, prossegue ele, a partir do divisor de águas que são os pontos corridos no brasileirão, os clubes começaram a profissionalização e se organizaram. Assim é que Corinthians, Santos, São Paulo, Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Atlético do Paraná, Flamengo (…), Fluminense etc. etc. vira e mexe estão disputando títulos importantes.

Numa outra intervenção, o Francisco – nome do leitor – acha que “os sabichões da imprensa atrasada da Bahia, salvo exceções, continuam comparando Bahia e Vitória em âmbito doméstico ao invés de comparar ao Barcelona – por exemplo. Enquanto o eixo Sul / Sudeste fazem comparações com os europeus, a gente fica nessa… Acordem torcedores, dirigentes e imprensa, os dois daqui não são exemplos pra ninguém!”

Em outras palavras, ele quer dizer que o Bahia precisa internacionalizar-se efetivamente com ações corajosas e planejadas. É preciso ousar acima do limite sem ser irresponsável. Para isso basta ter a percepção de que além da linha do horizonte existe muito mais terra e mar. Ao invés de ouvir sugestões da imprensa para colocar no mesmo time Madson e Sassá, por que não pensar em Madson e Luís Fabiano nesse mesmo time?

Olha, meu caro leitor, no meu modesto modo de ver os acontecimentos, o Bahia está mudando de conceito desde que Marcelo Filho trouxe Renato Gaúcho e Angioni. Houve muita visão num momento conturbado para trazer Renato, mas quero dizer que antes mesmo de Renato, ainda quando Paulo Bonamigo era o treinador, um dia após a saída de Paulo Carneiro, o presidente Marcelo me confidenciou que estava tentando a vinda de Angioni ou mesmo Bebeto de Freitas. Um dos dois viria, e veio meses depois o Paulo Angioni.

Outra ação futurista no Bahia é a Cidade Tricolor, já anunciada oficialmente, e outras ações estão prestes a acontecer, mas tem de ser com paciência, porque tudo depende de uma palavrinha mágica: dinheiro! Essas ações estão sendo envidadas, mas aqui é o Nordeste e não o Sul/Sudeste. Os investidores que apostam num Flamengo desorganizado e altamente endividado, não apostariam num Bahia organizado… Então é um passo de cada vez, é no longo prazo e além da administração atual.

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Na coluna anterior, escrevi sobre Jael, e, ao desejar-lhe boa sorte, não o fiz de forma irônica, sim por acreditar que ele tem potencial, só precisa é colocar a cabeça no lugar e mudar a orientação. Entre tapas e beijos ele teve sim a sua importância na ascensão do Bahia, foi decisivo em algumas partidas, embora na mesma proporção tenha deixado a desejar, muito mais por não estar preparado para ser um ídolo – mascarou –, que por deficiência técnica.

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O Bahia vai para o clássico no pior momento do campeonato para ele, e, se perder, complica-se as coisas devido à necessidade de ganhar esse campeonato. Se vitorioso sair o Tricolor no domingo, a crise muda de endereço e o Bahia ganha moral. Mas eu arrisco uma vitória do Bahia por 2 a 0. Sem aposta.

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