é goleada tricolor na internet
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Publicada em 18 de dezembro de 2012 às 00:00 por Autor Genérico

Autor Genérico

“As estrelas agora elas estão mortas”






Simplesmente um ano perfeito para o Bahia! 2012 merece entrar nos anais (uêpa!) da História do Phutebol como o primeiro ano do resto do fim de nossas vidas, até mesmo porque sexta-feira não terá mais vida, já dizia o maia.

Sim, o maia tão temido por todos, do torcedor do Bahia àqueles avessos ao esporte bretão; temido por cartolas-empresários-políticos e destemido por juízes-corujas e desembargadores da última hora. Disse o maia (muito antes de Djísus Cráisti sonhar em vir ao mundo) que nesta sexta-feira, vinte e um de dezembro de 2012, nosso planetinha vai fazer “puf” e vai desaparecer do mapa, se é que o Universo é algo mensurável a fim de se delimitar num mapa.

O pacato cidadão, certamente, não tem tido o menor sossego ao ligar a televisão, em busca do mensalão nosso de cada dia; e em vez dos deliciosos escândalos da corte planaltina, depara-se com metade da cidade de São Paulo em festa, comemorando a conquista do mundo por aqueles que “figuram entre os primeiros do nosso esporte bretão”. O pacato cidadão, torcedor de sangue azul, vermelho e branco, em franca sialorréia, morde a própria cabeça de inveja e de raiva ao mesmo tempo por não ter sido convidado para esta festa pobre que a Globo armou para te convencer. Mas ainda bem que o mundo vai acabar, porque sexta-feira não terá mais nenhum jogo do campeonato mundial, nem brasileiro, nem baiano nem roraimense, sendo que nosso planeta Terra será rebaixado diretamente para a zerésima divisão e não cabe recurso no STJD (Superior Tribunal da Justiça Divina), pois quem manda nessa p… não é a torcida do Bahia.

Enfim: o torcedor do Bahia termina a sua longa trajetória de sangue, suor e lágrimas com quarenta e quatro campeonatos baianos, dois campeonatos brasileiros, um glorioso bicampeonato brasileiro de não-rebaixamento; uns rebaixamentozinhos para não perder o costume da família que habita o Fazendão, e uma vantagem bem grande em clássicos contra o maior rival.

Termina a trajetória de bilhões de anos da nossa morada terráquea com sete bilhões de pessoas, de mais variados credos, valores, pensamentos etc, aguardando o dia da triagem no juízo final com a senha em mãos. Ao chegar a minha vez, posso até passar o resto da eternidade jogando longas partidas de xadrez com Lulu e Sassá para matar o tempo, mas certamente o torcedor do rival, mais conhecido nas hostes do candomblé como Exu-CaVeira, jamais experimentou o que é ser campeão brasileiro.

Bem que a diretoria deles tenta amenizar a dor de ser aniquilado, triturado, calcinado e carbonizado e nunca ter visto o seu time no topo de algo relevante. Diz a lenda que os caras estão até computando campeonato amador como título nacional para poder colocar pelo menos uma estrela acima do escudo rubro-negro… desespero é assim mesmo.

Desespero que vivemos recentemente nas últimas duas a três semanas, contra a queda fatal para a segundona. Depois de um jogo desgraçadamente modorrento, chato e amarrado, com vinte e duas carniças em campo tentando fazer o tempo passar, a torcida tricolor presente em Goiânia entrou em festa com direito até a torcedor-símbolo vestido de Papai Noel celebrando o grande ano de 2012. O gol do criticado Rafael certamente foi o mais importante da sua carreira desde aquele contra o Santos pela Copa São Paulo de Juniores de 2011 e foi tão catártico quanto a catiguria do rapaz. E eu, orgulhosamente, posso dizer que eu estava lá, vendo o último jogo da história do meu clube…

Selada a permanência na primeira divisão, resolve a diretoria tricolor arregaçar as mangas e prometer: contratações de peso, driblar o aquecimento do mercado, contratar jogadores “de seleção” (não precisa dizer se da seleção atual ou se da seleção que disputou a Copa da Itália, não é mesmo?), chegar às quartas-de-final da Copa do Brasil e ficar “entre os dez primeiros” no brasileiro de 2013. Talvez vençamos o baiano, e isso é bem provável; mas ainda bem que o mundo vai acabar, mesmo porque não estou nem um pouco a fim de decidir a permanência para a primeira divisão de 2014 com um clássico contra o rival na última rodada, afinal de contas, tenho amor às minhas coronárias.

O fim do mundo tem suas vantagens, pois morre eu, morre você, morre sua sogra, morre sua vizinha invejosa, morrem certos dirigentes de clubes de futebol, morre mensaleiro, sanguessuga, vampiro, morre o Sarney e o Niem… ops, este já foi! Encaremos, enfim, como um grande RESET nesse bando de loucos que perfaz a Humanidade?

Humanidade de loucos! A mesma que cria gênios na arquitetura, ciência, medicina, engenharia, etc; a mesma que decifra o DNA humano na integridade, é capaz de produzir homicidas em série que saem deliberadamente matando qualquer um que apareça na frente por motivos os mais diversos. Mas o que fez aquele infeliz rapaz ianque de diferente do que fazem seus compatriotas políticos com os países do Oriente Médio; do que fez Hitler com os judeus, Mussolini com os italianos, Saddam Hussein com os iraquianos, Pol Pot com os cambojanos, Idi Amin com os ugandenses etc etc etc?

Quem sabe o mundo acaba e Deus resolva fazer outro mundo, dotado de pessoas menos egoístas, menos irascíveis, menos orgulhosas? Quem sabe sobrevivam à hecatombe algumas pessoas que reconstruirão a Humanidade e perpetuarão a espécie humana com muito trabalho? Quem sabe o futebol ressurja como o ópio desse povo guerreiro e resiliente, e o Bahia seja muito maior do que é, podendo ser campeão baiano, brasileiro, da Libertadores, Mundial, Interplanetário, Universal, e…

Acorda, rebanho, e vão trabalhar em vez de procurar desculpa pra coçar o saco! Vocês acreditam mesmo que as suas vidinhas meia-boca vão se acabar assim de mão beijada?!

Antecipadamente, desejo boas festas e um 2013 de muita saúde e paz a todos tricolores, rubro-negros, alvinegros, aurinegros, rubro-rosas, auriverdes etc, pois saúde e paz são muito, mas muito mais importantes que futebol, Bahia e o escambau; e que Deus dê vida longa à Sua Alteza, o Presidente do Esporte Clube Bahia, para que se toque, se oriente e se situe; fazendo do nosso clube um pouco melhor e menos medíocre doravante; inclusive abrindo o clube aos seus associados, se não for pedir demais.

“Herdeiros do fim do mundo… queimai vossa História, tão mal-contada…”

Saudações tricolores!

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