é goleada tricolor na internet
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Publicada em 4 de abril de 2006 às 00:00 por Autor Genérico

Autor Genérico

As tetas do Bahia não têm mais leite






Fazendo um balanço de tudo o que até hoje escrevi neste ecbahia, é muito pouco. É muito leve. Não há palavrão que traduza a indignação, o meu real estado de espírito e, com certeza, o da imensa torcida do Bahia.

O eterno presidente me acusa de xiita. Ele não tem a dimensão do que é ser radical e extremado. Provocação é o que eles estão fazendo com a torcida. Devastação é o que eles estão praticando no Bahia.

Ao longo da história das últimas quatro décadas, o séqüito de figuras exponenciais e mentes brilhantes que se apossaram do Fazendão manteve o poder à custa da intimidação e do dinheiro. Com esses dois instrumentos, compraram parcas consciências, calaram algumas vozes e amplificaram outras.

Viveram sempre da doce esperança de que a natureza pacífica dos baianos e um amontoado de intrigas, mentiras e truques baratos poderiam perpetuá-los no poder. E, por mais de 30 anos, deu certo para eles e errado para o Bahia.

A imagem que me vem à cabeça desse tipo de cartolagem é a de um jogador de pôquer que nunca teve cacife, mas, sempre, blefou. Quando a mesa se qualificou e as apostas se elevaram, a ilusão das cartas ocultas desmanchou-se no ar.

O eterno presidente foi sucesso em uma época em que os cartolas rivais eram parecidos com os que ele impôs para fingir que dirigem o Bahia: atrapalhados, pernósticos, medíocres. Aliás, em relação à cartolagem, o Tricolor vive uma espécie de “efeito orloff”. Tudo o que não prestava no Vitória foi copiado a exaustão pelos atuais donos do Bahia. Bastou aparecer um profissional na Toca do Leão, no Ipitanga, no Colo Colo pra vaca ir pro brejo…

E por falar nos ruminantes, as tetas da vaca leiteira chamada Esporte Clube Bahia estão definitivamente secas. O dinheiro – um daqueles instrumentos de perpetuação no poder – acabou. Não há mesmo para dividir entre eles, pagando todo o amor e devoção dos pobrezinhos dirigentes tão abnegados, mas que recebem uma remuneraçaozinha para as suas miúdas despesas.

A mamadeira secou e, portanto, não se espante se você começar a ouvir vozes que silenciaram ao longo de todo esse tempo.

Tomara que essas vozes venham vorazes, somando-se aos que lutam limpamente para o Bahia não fenecer e reencontrar o seu caminho de glórias.

Vozes como a de Edmilson Gouveia, o Pinto, cansado e descrente depois de tanta labuta.

Como escreveu Brecht, “há homens que lutam a vida inteira e estes são imprescindíveis”. Tenha certeza, Edmilson: você é um deles.

Sei que estamos vivendo um tempo de redução quase a zero dos valores morais e éticos nas questões envolvendo o Esporte Clube Bahia, com a desfaçatez, a cara-de-pau, e o não-limite para o ridículo passando da conta.

Sei que a boçalidade desses eternos donos do Bahia é de doer, comportando-se como estivessem disputando a Libertadores e não na 3ª Divisão Nacional, chafurdando o nosso Bahia em sua mais profunda crise em 75 anos de existência.

Mas, meu caro Edmilson: vamos continuar no campo de batalha, usando a palavra como arma, mantendo a resistência. Nossa luta, com certeza, não será em vão. Hoje, a oposição aos desmandos praticados pelos donos do Bahia é de mais de 99% da torcida.

Dinheiro não mais há e eles nunca, nunca mesmo, em tempo algum, conseguiram intimidar a todos. E muito menos será agora, quando vivem o seu outono.

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