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Coluna

Manuelito Magalhães
Publicada em 29/10/2022 às 12h09

Chega de Vexame

Saí da Arena Fonte Nossa na sexta-feira, após o vexame diante do Guarani, pensando num garoto de seus 10 anos, levado pela mãe, que sentou na fileira logo abaixo daquela em que eu estava, enrolado numa bandeira tricolor. Fiquei imaginando que pudesse ser a primeira vez daquele jovem tricolor no estádio e me perguntava: o que o fará retornar para torcer pelo Bahia? O que o fará crescer apaixonado pelo tricolor, como muitos de nós crescemos?

Sem dúvida nenhuma, não será o desempenho do time em campo, cuja letargia e incapacidade de obter resultados salta aos olhos de todo o mundo, mesmo daqueles que pouco acompanham futebol, menos da diretoria tricolor. Diretoria essa que insiste em querer um Bahia distante de suas tradições e da história construída ao longo de muitas gerações, nesses mais de 90 anos. Como explicar que ninguém mais lembre a última vez que jogamos com nosso uniforme tradicional (camisa branca, calção azul e meias vermelhas)? Como explicar que, para essa diretoria, seja a mesma coisa garantir o acesso na nossa casa, diante de 48.866 torcedores ou numa partida distante, fria, sem torcida, num jogo de desesperados?

Devolvam nosso Bahia. Aquele clube que podia perder, mas não decepcionava a torcida porque não se entregava em campo. Aquele time que abria o placar, não dava a bola para o adversário na sequência e não assistia passivamente o visitante buscar o empate. Aquele clube que tomava gol aos 40 minutos do segundo tempo, mas não ia buscar cabisbaixo a bola na rede. Pelo contrário, ia para cima e só descansava no apito do juiz. Quero de volta jogadores que não aceitem placares adversos com naturalidade. Quero ter de novo técnicos e dirigentes que conheçam e respeitem a história tricolor e, sobretudo, saibam que o Bahia não tem torcida. É a torcida que tem o clube e que esses torcedores merecem respeito. Queremos o respeito de volta! Chega de vencer apenas 1 em 9 jogos. E ainda assim, contra o Brusque. Chega de não vencer um de dois jogos em casa, com estádio cheio, contra dois times já desinteressados no campeonato. Chega de vexame, Bellintani!

Volto ao jovem tricolor, desconhecido companheiro de agruras na arquibancada da Fonte Nossa, que chorava ao fim da partida. Penso em escrever para ele: “meu jovem, não desanime. Acredite no Bahia. Vamos subir apesar do elenco, da mediocridade das comissões técnicas, da incapacidade dos dirigentes eleitos, da ausência do dirigente contratado, da presença de jogadores de vidro e sobretudo, apesar dos desaforos que a torcida tem aguentado. O Bahia é maior que tudo isso e já superou momentos mais difíceis. Faça como a imensa maioria de nossos tricolores, não abandone o Bahia. Chegará um tempo em que você poderá ver de novo o time que muitos de nós tivemos o prazer de assistir. Um time combativo e guerreiro, sem muitas estrelas, mas com jogadores que honravam o manto tricolor. Falta pouco! BBMP!!”

 

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