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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 25/03/2024 às 21h42

Competir para estar entre os dez

O Bahia está vivendo a nova Era no curso do chamado Ano I do City Football Group, e a meu ver, está montando o elenco com critério e fazendo a coisa certa. Tudo que aconteceu até aqui foi dentro do planejamento técnico estrutural e por isso não vejo motivo para críticas exacerbadas e muito menos cobranças para que as contratações aconteçam a toque de caixa. Mesmo porque num mercado altamente inflacionado não se pode cometer absurdos açoitados pela pressão externa. Melhor esperar pelo prazo certo do que foi planejado e não pela antecipação do famigerado imediatismo. 

Competir para estar entre os dez na tabela do Campeonato Brasileiro deste ano é o que deverá acontecer, e se algo a mais também acontecer, será por consequência de uma filosofia de trabalho de acordo com o que está planejado. Não adianta a emoção atropelar o projeto porque a colheita dos bons resultados será no tempo certo. É assim que trabalha o Grupo City. A palavra planejamento não é uma retórica no Bahia do City Football Group, ao contrário, é uma norma a ser seguida e isto precisa ser assimilado pelo torcedor. 

Dá para notar claramente como pensam alguns jornalistas do Eixo achando que o dinheiro vem a roldo da Inglaterra para a Bahia... Não é assim. O Bahia tem a disponibilidade financeira gerada pela venda da SAF ao Grupo City e com esse dinheiro vai acontecendo o investimento no futebol e pagando também as contas. O trabalho é para que o clube tenha suas próprias receitas consolidadas e torne-se autossustentável a médio prazo.  

As condições para tanto estão todas dentro de uma previsão orçamentária garantida pelo dinheiro disponível em caixa e pelo que o Bahia arrecada com a marca, a saber: bilheteria; produtos; publicidade; sócio torcedor; redes sociais; patrocínio master; etc. etc...  

É razoável lembrar que o plano inicial é de que esse um bilhão de reais seja usado em até 15 anos. Não que esse prazo seja algo engessado, ao contrário, é garantia mínima de investimento nesse período, aliada à revolução de modernidade no clube que segue acontecendo a passos largos com o apoio inconteste das atitudes e falas do CEO Ferran Soriano. Nota-se que o Bahia, depois do Manchester City, é a unidade estrategicamente de maior importância para a Holding.    

  No presente momento o torcedor do Esquadrão deveria ter o sentimento de leveza só de saber quem é o proprietário do Bahia-SAF – Sociedade Anônima do Futebol. 

Pelo entusiasmo deste colunista com a transformação do Bahia e pelo que será o Tricolor do futuro, taxam-me de sonhador. Só que não estou aqui para escrever sobre fantasias... Quem viver verá o Bahia muito além das expectativas realizando os sonhos, inimagináveis como realidade, num passado não muito distante. O projeto é de uma grandeza fantástica, e uma grande parte da torcida Tricolor ainda não o percebeu como algo real – talvez porque o vício da cultura do imediatismo seja naturalmente maior do que a paciência. 

Quem viu a entrevista – muito oportuna por sinal e parabenizo os entrevistadores pelo nível de condução da entrevista – no portal Futebol S/A com Cadu Santoro, deve começar a rever seus próprios conceitos no tocante às dúvidas sobre a autonomia e a capacidade profissional de Cadu Santoro – que não chegou aonde está sem méritos. A política do GC não é contratar desenfreadamente jogadores, há um Scout para fazer todo um trabalho criterioso em consonância com outros Scout’s do conglomerado – embora cada unidade do grupo seja autônoma –, porém, a decisão de contratar ou não será sempre da unidade fomentadora.     

Num mercado de enorme cumplicidade com a inflação todo cuidado é pouco, principalmente, quando se trata do Grupo City – o Bahia virou o primo rico do futebol brasileiro. Daí que a estrela do projeto é o fortalecimento absoluto das divisões de base e a tendência é que, contratar medalhões, passe a ser algo cada vez mais raro ao longo do tempo, salvo os casos pontuais de cada início de temporada, bem como as oportunidades identificadas pela prospecção do Scout.        

A base de formação do Tricolor não está merecendo tanto cuidado à toa. O investimento que o clube vem fazendo nas divisões de base terá um alcance muito além do que o imaginado pelo torcedor e visa a partir dos frutos gerados pela base de formação uma autossustentabilidade de grande robustez, somando-se a que já se tem.  

Os mestres procedentes do Xerém – CT do Fluminense-RJ – não chegaram no Bahia por acaso. Eles representam a revolução do próprio Bahia como um todo no futebol. Prospectar, preparar o homem, educar e revelar o jogador, é a ordem do projeto principal para médio e longo prazos porque o GC entende que o Brasil é o maior celeiro do futebol mundial – favorecido inclusive, pelo aspecto geográfico. 

“O sucesso, assim como a felicidade, nada mais é do que uma consequência da prioridade dos valores em que acreditamos e das decisões diárias que tomamos em nossa vida. O único lugar aonde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.” 

LAMENTÁVEL 

Gabriel Barbosa, o Gabigol, do Flamengo, foi suspenso por dois anos do futebol por tentativa de fraude em exame antidoping. O julgamento no Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJD-AD) foi concluído nesta segunda-feira (25). O placar foi apertado: 5 votos a 4. Acredita-se num apelo de sucesso devido à votação com diferença mínima. O contrato com o Flamengo está automaticamente suspenso de acordo com a Lei Pelé. 

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