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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 10/10/2019 às 18h10

Covardes e facínoras

O que deveria ser uma festa do esporte, quase se transforma em tragédia e numa mancha definitiva para a história do E.C. Bahia. Um grupo de facínoras indignos da sociedade da qual, infelizmente – e por culpa das leis frouxas do Brasil –, continua a fazer parte, criou como bem convém aos covardes, um ambiente de terror e vergonha, nem só para a torcida tricolor, bem como para toda a sociedade baiana.

– São marcas do povo baiano: serem cordiais e ótimos anfitriões, gente ordeira e festiva... enfim, tudo o que torna a cidade do Salvador um roteiro obrigatório do turismo mundial. Por isso é que indivíduos capazes dessas infrações que atentam contra a ordem precisam e devem ser punidos exemplarmente. Paliativos não os consertarão.

O Bahia se pronunciou de forma oficial dizendo que haverá punição respaldada no Estatuto. Assim espero. Aliás, eu não. Toda a sociedade baiana. E vamos ser bem claros, não haverá punição se esses marginais, frutos da falta de critério de admissão por parte da Bamor – não é a primeira vez que vândalos sócios dessa “organizada” agem contra cidadãos –, continuarem frequentando os estádios de futebol, especialmente em jogos do E.C. Bahia.

Sendo sócios do Bahia, cancela o título e os proíbam de acessar ao estádio nos jogos do Tricolor. Lugar de homicidas é na cadeia. Soube que foram presos. Se de fato aconteceram essas prisões, que sejam mantidos preventivamente presos até posterior julgamento, porque o que aconteceu foi uma tentativa de assassinato.

Duas crianças ficaram feridas, mas poderiam ter morrido. Portanto, é prender e julgar por tentativa de homicídio esses canalhas que atentam contra a cidadania e a ordem. Ademais, entendo que jogadores e torcedores são-paulinos merecem todo nosso respeito e pedido de desculpas.

A Bamor é uma organização que precisa ser repensada. Houve um tempo em que essa Organizada era um espetáculo à parte e tinha apenas como princípio o amor pelo Bahia. Atualmente, parece mais com uma organização terrorista, isso porque ela não cresceu seletivamente, apenas inchou.

Não generalizo, porém se faz necessário separar o joio do trigo  por lá. Afinal, os efeitos das barbáries praticadas por alguns dos seus integrantes acabam maculando a imagem da própria Bamor e de toda a torcida tricolor, nacionalmente.

Futebol não é um motivo de guerra, sim de desportividade, festa e confraternização. Essa é a parte que compete às torcidas. O lado profissional cabe apenas ao clube e não às “organizadas” que se estabeleceram profissionalmente e sem nenhum critério de seleção. Pelo menos é o que os fatos vergonhosos dos últimos anos nos contam.

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