é goleada tricolor na internet
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Publicada em 9 de fevereiro de 2006 às 00:00 por Autor Genérico

Autor Genérico

Credo e Cruz






“Cruz é um grande treinador, com método, organizado, aguerrido e extremamente competente”. Do diretor de futebol do Bahia, Newton Mota, no site oficial do clube.

“Giuseppe despontou como revelação das categorias de base do Goiás, onde foi várias vezes artilheiro e conquistou títulos. É um bom talento. Rápido e habilidoso. Causa até surpresa o fato da carreira dele ainda não ter decolado”. Do mesmo diretor, no site oficial.

”O último clube de André Leonel foi o América/RN. Em 2005, ele ajudou o alvirrubro a sair da Terceira Divisão – foi vice-campeão do Brasileiro da Série C. O ano foi especial para o jogador, já que, no primeiro semestre, André foi Campeão da Copa do Brasil pelo Paulista/SP”. Texto do site oficial.

“O Departamento de Marketing comemora vendas iniciais e alto número de ligações para o 0800-284-5988 da camisa e da moeda comemorativa dos 75 anos do Tricolor. No estádio, cerca de 300 unidades dos produtos foram vendidas”. Idem.

Das notícias oficiais a gente continua assistindo ao festival de asneiras que ainda toma conta do nosso amado Esporte Clube Bahia. Trocou-se o presidente para não se mudar absolutamente nada nesses 40 anos de pífia gestão de um dos maiores clubes do Brasil.

Troca-se treinador, jogador, preparador físico, treinador de goleiro, mas não se muda o principal: o comando.

O cérebro desse grupo que se apossou do Bahia não teria a mínima chance de sucesso sequer nas ligas do Bogari, Boa Viagem ou Tejo – expressões tradicionais do futebol amador da capital baiana.

Eles pensam diminutamente. O Bahia está na 3ª Divisão do Nacional, mas eles estão na 5ª dimensão da grandeza. O objetivo deles é somente roer o osso; é somente rapar as felpas de um ex-suculento filé. São coisinhas miudinhas, transaçõezinhas baratinhas, “faça o que fizer, dê a minha pontinha”.

Se o treinador é bom, por quê ele não fica? Se os jogadores são de qualidade, têm um currículo expressivo em outros clubes, por quê são mandados embora? Aliás, por quê são contratados? E olhe que nesse festival de besteiras que assola o Fazendão – fazendo paródia com o genial Sérgio Porto – foram contratados 27 e dispensados 16 atletas em pouco mais de 40 dias. Alguns deles não sabemos se é loiro, ruivo ou moreno. Muitos dos que já se foram a torcida não os viu com a bola nos pés.

A última do Fazendão, que vai empurrando cada vez mais o Bahia para o deboche e para a chacota, é a venda das camisas e das moedinhas. Em primeiro lugar, qualquer ação de marketing tem que buscar um objetivo – me socorram, se eu estiver falando bobagem Fernando Passos, Hunfrey Athaide, Maurício Magalhães.

E qual o objetivo dessa venda? Angariar novos sócios, injetar no clube uma receita determinada, levantar a auto-estima dos torcedores? Quanto custa vender as camisas e moedas? É mais do que a receita auferida? Qual o percentual do Bahia por cada 100 mil moedas e 20 mil camisas, produzidas integralmente pela Mega Sport?

No BA-VI, o público foi de 36.471 pessoas, mas apenas 300 moedinhas e camisas foram vendidas. É menos que 1%! Ninguém é incauto para dar o seu dinheirinho à toa. Negócios exigem uma qualidade indispensável: credibilidade. E o site oficial fala de sucesso. Fala sério!

É por essas e outras que reabro a minha tenda de pitonisa: o Bahia não vai sequer disputar as finais do 1º Turno. Já disse: pra ser profeta, basta lidar com a mediocridade.

Meu coração de torcedor continua crente: quero ser desmentido pelos acontecimentos; quero que Rafael Bastos e os seus companheiros nos restituam a glória. Quero que o Bahia receba R$ 500 mil com as suas camisinhas e moedinhas. Mas a razão e a dura realidade só me levam, neste instante, a uma imensa dor, ao sofrimento, aos pés da cruz.

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