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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 07/12/2022 às 11h59

Da mediocridade à eficácia

A mudança que o futebol nordestino vem experimentando é fruto de uma grande transformação muito positiva para o futebol brasileiro, outrora polarizado no eixo Rio-São Paulo e, depois, se expandindo por todo Sul e Sudeste. Mas a roda girava mesmo era em função do Sudeste.  À época, o Nordeste se valia do Bahia, que ameaçava a hegemonia sulista tendo se sagrado o primeiro Campeão Brasileiro – a Taça Brasil era a única competição disputada nacionalmente – e pioneiro na Libertadores da América. Mais tarde, em 1988, sagrou-se Bicampeão Brasileiro. Porém, a partir desse grande feito em 1988, deu uma estacionada no tempo. Quase cristalizou na mesmice. 

– Por falar em Libertadores da América, permitam-me o parêntese para esclarecimento aos leitores que por acaso não saibam sobre a etimologia, ou terminologia, do nome dado à competição futebolística “Libertadores da América”: os libertadores da América foram Simon Bolivar e José de San Martín, entre outros nomes que a história omite e que, compartilhavam o sonho de uma convivência democrática entre os povos da América Latina. Os libertadores repudiavam o imperialismo econômico europeu que dominava o nosso continente. Daí foram à luta pela libertação de alguns países da América do Sul, e, mais tarde, ampliaram essa luta por todo o Continente   

Voltando ao texto objeto; esse tempo muda e a mentalidade dos homens também. Tudo evolui. Atualmente, o caminho do futebol no Brasil tem sido percorrido não mais nas linhas absolutas do até então polo Sudeste. O Nordeste vem pedindo passagem e já apresenta ótimas credenciais: O Fortaleza, por exemplo, se tornou respeitabilíssimo pelos seus feitos em campo nos últimos 5 anos e pela excelência organizacional interna. Para início de conversa; sua maior revelação é o seu próprio presidente; Marcelo Paz; reeleito em 2021; com mandato garantido até dezembro de 2024.  

Assim é que; pelo segundo ano consecutivo; o Fortaleza consegue estar na Libertadores e por conseguinte mantém o treinador mais cobiçado do Brasil, apesar do assédio dos grandes clubes brasileiros, renovando seu contrato e reforçando substancialmente um projeto de crescimento sustentado. Atualmente o Fortaleza não sofre nenhum tipo de preconceito por parte de jogadores que atuam no Sul e Sudeste, pelo contrário, tornou-se um clube atrativo para os jogadores daquele eixo e, também, de toda a América do Sul. Tudo isso fruto de uma diretoria competente e bem representada na pessoa do seu mentor, o mago Marcelo Paz. 

Uma coisa é ser presidente de um clube como o Flamengo, por exemplo, outra é saber ser presidente de um clube como o Fortaleza, cujo quadro de sócios já ultrapassou 40.000 pagantes e com objetivo de fechar o ano de 2023 com 80.000 sócios. Pena que o Ceará, um clube muito bem dirigido também, tenha sofrido um revés inexplicável da metade da segunda etapa do Brasileirão para cá. Digo inexplicável porque o elenco do Vovô era bem qualificado para a competição. Veja que Nino Paraíba foi contratado pelo América; o goleiro João Ricardo, Messias, Vina, Mendoza e outros estão sendo pretendidos por times da série A. No Ceará se fala muito que a saída de Dorival Junior foi fator decisivo para o fracasso. 

Porém, o fator desequilibrador a favor do futebol nordestino é o Bahia, não só pelo que conquistou para o Nordeste através dos anos, mas agora principalmente, negociado que foi para City Football Group. A impressão que tenho é que, com a chegada do City, o Bahia se distanciará consideravelmente dos demais desta região e se interporá entre os principais clubes do Brasil e da América Latina – entenda, do México para o Hemisfério Sul. Não sei, com toda sinceridade, qual clube deste Continente dispõe de uma estrutura como a do City Group para crescer de forma sustentada.  

A verdade é que até a cultura do futebol brasileiro se modificará tomando como exemplo o Bahia de 2023 em diante. Acontece que, nós baianos, ainda estamos com a ficha oculta, ainda não caiu essa ficha. É como se estivéssemos sonhando. Prezados, o projeto é fazer do Bahia o segundo maior clube de futebol do conglomerado City. Isto não é pouco, percebe? É um salto da Terra ao Espaço infinito. É o primeiro clube brasileiro a ser inserido no contexto europeu de organização empresarial no futebol. A história será reescrita numa outra dimensão de modernidade. Deixe cair a ficha, porque um filme da vida real apenas está começando no futebol do Nordeste. Passamos da mediocridade à eficácia. Podemos até não ter todos os dias bons, mas certamente teremos algo de bom todos os dias. 

COMISSÃO TÉCNICA 

A filosofia de trabalho que CEO quer e vai implantar no Tricolor será, sem sombras de dúvidas, 100% europeia, para tal foi contratado o treinador Renato Paiva e seus auxiliares, todos portugueses. A qualificação dos profissionais que estarão à frente do futebol do Bahia, não duvidem, será do mais alto gabarito. Esse grupo não chegou no Brasil, na Bahia e no Bahia, especificamente, para fazer turismo. 

ESTA COLUNA DESEJA TODO O SUCESSO POSSÍVEL À FERNAN SORYANO E STAFF DESEJANDO BOAS VINDAS AO BAHIA!! 

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