é goleada tricolor na internet
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Publicada em 13 de setembro de 2025 às 14:30 por Djalma Gomes

Djalma Gomes

Desnecessária pressão autoimposta






Não é quebrar a banca como muitos querem, contratando estrelas, que o Bahia deseja sair da retórica popular para de fato ser gigante, mas sim bancar o planejamento que está dando certo no passo a passo do projeto. Só neste ano o Bahia já arrecadou com vendas de atletas mais ou menos R$ 220 milhões e até o final do ano poderá atingir R$ 300 milhões, números que devem influir muito no orçamento para 2026. Só não esperem reposições estelares porque essa não é a filosofia do GC aqui no Brasil, exceto se aparecer uma oportunidade imperdível.  

Também não é condizente com a realidade do contexto transferir dinheiro ou jogadores para Manchester. Aqui se faz e aqui se aplica. Entretanto, é elementar vender também quando a oportunidade de algum grande negócio aparece – afinal o Bahia é uma empresa. 

Tudo que se arrecada no Bahia é reinvestido no próprio. Não há transferências para a matriz porque o sistema da Holding visa o crescimento do conglomerado como um todo. Quando se fala em aportes do GC no Bahia, trata-se de um bilhão para investimento durante 15 anos. Essa é base para o crescimento. Por esse motivo a diretoria do Bahia vem seguindo a cartilha com muita competência administrativa sem extrapolar o orçamento anual, porém, com trabalho hercúleo para aumentá-lo substancialmente a cada ano. 

Não é verdade quando parte da mídia do Sudeste diz que o City investiu no Bahia para preparar jogadores e depois direcioná-los ao Manchester City. Num ou noutro momento, se algum jogador for alvo do interesse do Manchester City ou de qualquer outro clube do GC, o Bahia poderá vender se achar conveniente, pelo valor de mercado – é importante lembrar que o Bahia já tentou trazer um jogador do New York City e não aconteceu porque não concordou com o preço estipulado. 

Essa baboseira da imprensa sudestina – principalmente a paulista – falar que o Bahia é ponte normal para o Manchester City, é um estúpido desconhecimento de causa e falta de compromisso com a informação verdadeira, ou, sabe-se lá, um latente desejo do sentimento separatista – exceções à parte – que através da desqualificação tenta apequenar os clubes nordestinos, especialmente o Tricolor da Boa Terra que ultimamente vem incomodando a concorrência em todos os aspectos. 

A bem da sensatez, tanto parte da imprensa quanto parte da torcida seguem avaliando o porte do Projeto Tricolor conforme a performance do time de futebol, por exemplo; na Sul-Americana e Copa Brasil. Isto é um equívoco. O que para o torcedor significa indignação, para o investidor significa algo mais além disso, ou seja, uma necessidade premente de fazer as devidas correções implementando ações que retratem em campo mudanças no comportamento do time e no senso de responsabilidade de cada jogador para com a marca global – marca global não é vulgar ostentação, é contexto. 

XXX  

Finalizado: este colunista não avalia tecnicamente o time de futebol porque entende que o Projeto Tricolor vem avançando muito bem, mas contesta sim, a frouxidão de um time medroso em jogos decisivos que submete a grandeza da sua torcida, bem como o orgulho de ser tricolor, cujo estado de espírito depende de como o seu Bahia se comporta, a uma decepção gigantesca.  

Nada é mais sofrido para o torcedor do Tricolor do que o dia seguinte de um jogo desastroso tecnicamente, do comportamento medonho do grupo de jogadores que se postou no Maracanã altamente indigno da tradição do Esquadrão. De acordo com o mantra, o Bahia “Nasceu para Vencer” e não para ter medo de adversários.  

Há um certo paradoxo no fato de o clube investir tanto em apoio logístico e psicológico sem surtir o efeito desejado. O pessoal de apoio que acompanha o Bahia nas suas excursões nem só dentro do Brasil como fora dele, é numerosamente expressivo e, ao que parece, nem tão eficiente, especificamente, como à distância deixa transparecer o departamento de psicologia. Fato é que esse grupo de jogadores, com raras exceções, já minou a confiança da maioria da torcida quando se trata de jogar fora de casa decidindo vagas no “mata, mata”. 

Na próxima segunda feira, às 20:00hs, o Bahia enfrentará o Cruzeiro na Fonte Nova. Não é fácil prever o resultado e nem esta coluna arrisca um palpite. É sobre a dúvida que o próprio time causa a seu respeito vindo de uma atuação tão pífia técnica e taticamente contra o Fluminense. Não há mais a justificativa devido à maratona de jogos a cada 72 horas. Agora é jogar sob uma desnecessária pressão autoimposta, mas sem o medo de ganhar, como é devido ao torcedor. 

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