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Coluna

Manuelito Magalhães
Publicada em 10/01/2021 às 23h08

Deus nos acuda

Nos babas que jogava quando era garoto, os dois melhores jogadores escolhiam os times, de maneira a ficar equilibrado. No entanto, algumas vezes um dos times se configurava mais forte que o outro. Era a hora de entrar em campo a magnaninimidade e a competitividade entre os colegas e amigos, pois o time mais forte “cedia” gols ao time mais fraco, para dar jogo. Dessa forma, o jogo já começava com uma das equipes ganhando por 1, 2 e até 3 gols de diferença, tudo dependia da autoconfiança da melhor equipe. Pois não é que, ao assistir o jogo entre Bahia e Atlético-GO, me veio a mente essa situação?

Entra técnico, sai técnico e não perdermos essa mania de atuar de maneira letárgica, cedendo gols aos adversários. Dos 51 gols que tomamos, numa média absurda de 1,76 gols por jogo, cerca de 18% deles foram nos dez minutos iniciais da partida, mostrando claramente a dificuldade do time em “entrar ligado” na partida. 44 gols (ou 86% do total) foram marcados de dentro da área, expondo claramente nossa frágil defesa. E para finalizar, os problemas de posicionamento da defesa tricolor - expostos por Mano Menezes em sua derradeira entrevista no comando do time – ficam evidenciados quando levamos em consideração que mais da metade dos gols (26) foram tomados de cabeça ou originados em bola parada. Por fim, dos 29 jogos disputados nesse campeonato, em apenas três jogos conseguimos não levar gols. Em resumo, ser a defesa mais vazada do Brasileirão, com 7 gols de vantagem sobre o segundo colocado, o Goiás, não apenas nos coloca na zona de rebaixamento, como nos torna favoritos a ele, lamentavelmente.

O Bahia iniciou 2021, em que completa 90 anos, frustrando as esperanças de seus torcedores, pois completou na partida contra o Grêmio 7 derrotas consecutivas, o que não ocorria há 75 anos. Embora, com tempo para treinar, Dado Cavalcante tenha apresentado evolução técnica na montagem do time, ainda padecemos de erros antigos, com jogadores displicentes na marcação e o Deus-nos-acuda das bolas na nossa área defensiva. Mas, se contra o Grêmio o Bahia apresentou melhoras no seu futebol e não merecia ter perdido o jogo, na partida contra o Atlético-GO o time, mais uma vez, não conseguiu manter a evolução, fazendo uma exibição digna de série B, no que foi perfeitamente acompanhado pelo adversário. Um jogo horrível, talvez um dos piores do campeonato, em que o empate foi castigo merecido para ambas as equipes. De bom, o fato de que quebramos a trajetória de derrotas. Esse ponto, conquistado a duras penas, pode ser importante para nos manter na série A. A partir de agora, cada ponto é importante, assim como cada bola disputada pode valer o triunfo e a glória final: a permanência na elite do futebol brasileiro.

  Até o momento, não houve técnico capaz de interromper esse vai-e-vem do Bahia, dando sequência a apresentações positivas e interrompendo as falhas defensivas. Agora, resta ao torcedor se apegar a qualquer fio de esperança. Da minha parte, me animo ao verificar que disputaremos partidas diretas contra os 3 times imediatamente à nossa frente, na tabela: Sport, Vasco e Fortaleza. Serão, no jargão futebolísticos, jogos de 6 pontos. Acredito no Bahia e na força do pensamento positivo de sua imensa torcida. BBMP!

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