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Coluna

Manuelito Magalhães
Publicada em 01/02/2024 às 13h52

Dúvidas e Certezas

O início da temporada 2024 do futebol tricolor tem servido para dirimir dúvidas e reafirmar certezas, após um turbulento primeiro ano de gestão do City Football Group. Se tínhamos dúvidas sobre o papel que seria destinado ao Bahia dentro do conglomerado de investimentos do grupo inglês, a pré-temporada vivida  em Manchester - não por estar lá, mas pela importância que foi dada à visita da equipe baiana na Academia do City -  somada aos reforços anunciados (Éverton Ribeiro, Caio Alexandre, Jean Lucas e, mais recentemente, Santiago Árias) serviram para atestar que, no momento, o Bahia é o clube prioritário no continente americano ou, na pior das hipóteses, na América do Sul. Nada mal para quem foi brindado com “pérolas” como Artur Sales, Cicinho, Kayke e, de quebra, o mister Renato Paiva, de triste memória.

No campo das certezas, estamos assistindo após três rodadas com o elenco principal em campo (não necessariamente o time titular), a confirmação do que já sabíamos desde a temporada anterior: precisamos de um homem-gol que empurre a bola para dentro das redes. De nada adianta um meio-campo criativo, criador de oportunidades, se na hora do arremate final nossos atletas não conseguem performar. E o jogo de quarta-feira contra o Barcelona de Ilhéus é um exemplo perfeito do que estamos afirmando. E não é só isso.

Fora a manjada ausência de centroavante, nosso elenco ainda padece de fragilidades, não só para as disputas de 2024, mas também quando pensamos num grupo para atuar nos anos posteriores. Com a chegada de Santiago Árias e a liberação de André, ficamos com três laterais veteranos (além dele, temos Cicinho e Gilberto). Não se constrói um grupo para atuar no médio prazo sem jogadores jovens. Acho provável que o Bahia libere Cicinho, tão logo tenha certeza da adaptação de Árias e traga um jovem lateral. Na zaga, trocamos um veterano (Vítor Hugo, que não deixa saudades) por outro, Cuesta. Porém, possivelmente precisaremos de mais um profissional para atuar com Gabriel Xavier, Kanu e David Duarte, sob risco de, em algum momento, por força de cartão ou lesão termos que recorrer à meninada do sub-23.

A lateral esquerda ficou prejudicada com a liberação de Camilo Cândido. Tanto é assim que, desde a chegada do time principal já atuamos com Juba e Rezende improvisados por ali. Na última partida, Ryan foi testado sem oferecer resultado diferente do que já havia mostrado anteriormente: precisa evoluir bastante para ganhar a chance da titularidade. É fato que vamos repatriar Iago Borduchi, lateral que hoje está no Augsburg, clube alemão, mas isso só vai acontecer em julho, na próxima janela de contratações. Até lá teremos que encontrar solução para este problema ou não poderemos reclamar do time jogar de maneira desequilibrada, apresentando-se mais pela direita no ataque e facilitando a marcação.

Finalizando a avaliação do elenco, vou nadar um pouco contra a correnteza. Não penso que estejamos bem servidos de atacantes de beirada. Ademir, em que pese a velocidade que imprime na transição ofensiva, insiste em errar o último passe e não é de agora que peca também nas finalizações. É uma deficiência que dificilmente será sanada. Passaremos muita raiva ainda com ele. Rafael Ratão ainda precisa dar o ar de sua graça no Bahia. Embora tenha feito alguns gols, se continuar apresentando o mesmo futebolzinho que vem jogando se torna sério candidato a deixar o Bahia no fim da temporada ou, até mesmo na janela de julho, caso tenha substituto. Quanto a Biel, foi um dos nossos principais jogadores em 2023 quando jogamos mais de maneira reativa, mas com um time que pretende ser propositivo e ter a posse de bola, ele vai ter que encontrar uma nova forma de jogar para ter lugar na equipe.

Agora, é inegável que ganhamos um grande reforço quando comparamos a equipe que iniciou 2023 e a que está iniciando 2024. E não, não foi Éverton Ribeiro. Esse é craque e transforma cada toque na bola num passe de mágica. Algo me diz que se transformará rapidamente em ídolo tricolor. Me refiro a Rogério Ceni. É impressionante a forma como ele enxerga as virtudes e deficiências da equipe e procura fazer os ajustes necessários para a equipe sempre evoluir positivamente. Agora, que ele começa a ter um elenco de verdade nas mãos, a gente pode perceber as qualidades do profissional que lidera o grupo do banco. A temporada tricolor promete alegrias. Mais até do que o Carnaval que se aproxima! BBMP!!

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