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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 23/09/2022 às 21h13

Em cena o City Football Group

Guilherme Bellintani é o artífice principal de toda a felicidade que o torcedor do Bahia experimenta neste momento. Fui crítico do Presidente Bellintani quando achei que mereceu ser criticado, mas nunca desleal com ele e nem em desacordo com os fatos. Neste momento tenho o dever de dizer; Bellintani merece não só o meu reconhecimento; minha reverência; merece igualmente o reconhecimento e reverência de uma nação torcedora do Bahia, que agora vê o mesmo Bellintani; outrora “odiado” pela maioria; abrindo o portal da transparência de um projeto construído ao nível de um estrategista das melhores disciplinas mercadológicas – a meu ver, um negócio inimaginável até pelo mais otimista entre os mortais.      

Já dá para dizer que o Bahia SAF City é uma realidade, só não dá é para afirmar, uma vez que ainda falta o sinal verde do Conselho – acontecendo no fechamento desta coluna – e na sequência a aprovação da Assembleia Tricolor. Os empecilhos que surgiram até o ponto do anúncio da SAF, estão superados. O que falta agora são duas situações protocolares – Conselho e Assembleia. Então é aguardar o que de fato está estabelecido no contrato, absolutamente pronto para a sequência do Bahia SAF na prática. Não por acaso, já se encontra em Salvador Ferran Soriano, CEO do City.  

Pairava sobre a torcida a seguinte dúvida: como ficaria Bellintani e seu staff; seguiriam ou não à frente do clube; sim, ficam da seguinte forma: continuará presidindo o E.C. Bahia, agora simplesmente uma associação. Não terá nenhum poder sobre o Bahia SAF, muito menos ingerência. O Bahia SAF será dirigido por novo Staff, o do City, que se reportará exclusivamente ao City Football Group, na Inglaterra.   

Nesse novo conceito Bahia SAF, qualquer tipo de intervenção só poderá acontecer de forma judicial, isto é: caso alguma cláusula contratual de extrema importância gere um fato para tanto. Claro, meu raciocínio sobre o novo Bahia parte de uma premissa normal em contextos assim. O contrato, entretanto, uma vez revelado publicamente, é que mostrará para todos nós a real situação. Neste momento prevalecem as conjecturas.  

Importante dizer que o dinheiro que será investido no Bahia SAF é o mesmo da compra. Por exemplo: partindo do ponto de especulação do valor da compra na ordem de 650 milhões; parte desse dinheiro pagará dívidas de aproximadamente 250 milhões. O restante será aplicado no Bahia SAF paulatinamente e em ordem crescente até final de 2024 de acordo com o projeto e sua evolução. O compromisso é fazer do Bahia – continuará sendo Bahia e sem a marca City acrescida – uma potência a médio e longo prazo, investindo forte em infraestrutura e no futebol.   

Não há dúvida que as potencialidades enxergadas pelo investidor fazem parte do objetivo maior dessa nova filosofia de trabalho no Bahia. Não creio que o Bahia SAF invista em nenhum grande jogador acima dos 30 anos de idade – estou sendo otimista. Não haveria nenhum retorno para SAF – exceto se for um remanejamento. O projeto é muito bem feito, sem dúvidas. O maior celeiro do futebol mundial está no Brasil e isto foi o que mais atraiu o City. Quando o governo federal abriu essa porta para a Sociedade Anônima do Futebol – SAF, passou imediatamente a interessar aos grandes investidores internacionais.  

Bem, apesar de tudo isso, vejo muita eloquência do torcedor nas redes sociais sobre valores a serem aplicados no time de futebol. É bom se acostumar com a mentalidade diferente de tudo que já se viu por aqui. Imagine um brasileiro querendo mudar o sabor da Coca-Cola... seria o mesmo que o torcedor do Bahia exigir que o City chegue aqui despejando dinheiro aos cântaros para formar imediatamente o seu time de preferência no mais autêntico estilo do folclórico e apaixonado torcedor, o “Binha de São Caetano”. 

Sintetizando; o City comprou 90% da SAF e o E.C. Bahia detêm 10 %, o que pela Lei da SAF permite ao Bahia o golden share que lhe dá direito a veto sobre: mudança de nome; cores; cidade; escudo; uniforme etc. etc. Eventualmente o Bahia pode usar as cores do City em seu padrão, sendo que não pode tê-lo como uniforme principal. Enfim... em 1° de janeiro de 2023 acaba a transição e entra em cena o City Football Group para alegria e orgulho da massa Tricolor. Um verdadeiro presente de Ano Novo. 

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