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Coluna

Manuelito Magalhães
Publicada em 21/02/2021 às 22h37

Engolindo Sapos...

Tenho certeza que o leitor habitual deve estar curioso para saber como vou fazer para voltar atrás na forte crítica que fiz ao treinador Dado Cavalcanti, na coluna publicada em 08 de fevereiro passado, na sequência do jogo contra o Goiás. Para quem tem memória curta, afirmei naquele momento que Dado Cavalcanti não estava “à altura do desafio colocado em suas mãos”, lhe faltando vivência no futebol. E usava como exemplo o fato dele insistir na presença de Anderson, Juninho e Capixaba no time, desequilibrando o sistema defensivo. 

Após os resultados obtidos contra o Atlético/MG e, principalmente, após a goleada contra Fortaleza (4 a 0), no último sábado, ficou evidente a mudança de postura do nosso treinador. Com o retorno de Matheus Bahia à lateral esquerda, após um período afastado, Dado trouxe Patrick para a frente da zaga, ajudando a proteger nosso miolo defensivo e reduzindo a sobrecarga sobre Gregore, formando uma primeira linha defensiva com 5 jogadores, a partir da entrada de Rodriguinho e Gabriel Novaes (Gilberto). No gol, Dado também foi corajoso ao preferir Mateus Claus, ainda que fragilizado por contusão, na partida contra o Atlético/MG. Com isso, o tricolor se mostrou mais coeso na defesa, possibilitando à equipe praticar um futebol reativo, baseado em contra-ataques, sem sofrer gols.

Dou a mão à palmatória. Somente Dado Cavalcanti tinha conhecimento suficiente do time de transição para encontrar a solução Patrick, que aliviou a zaga tricolor. Mais ainda, conseguiu encontrar a posição adequada para fazer render o futebol de Gabriel Novaes e de Rodriguinho, que justificou nesses dois jogos, cada centavo investido. Opa! Reidriguinho, perdão leitores!

O atento leitor deve estar perguntando também se voltarei atrás nas críticas que fiz a Nino, autor de duas belas assistências no jogo contra o Leão do Pici. Nino melhorou muito seu futebol, é verdade. Também aqui se pode ver o dedo do técnico, que posicionou Rossi de modo a proteger a lateral direita de nossa defesa, facilitando as coisas para Nino. Não retiro uma vírgula daquilo que já escrevi sobre Nino. Os lançamentos, dos quais resultaram os dois primeiros gols da partida ficam por conta das muitas raivas que já me fez passar. E ainda tenho crédito, acreditem!

Essa nova postura tática do Bahia garantiu a nossa permanência na elite do futebol brasileiro, com os empates de Goiás e Bragantino e de Vasco e Corinthians. Não é pouco. Prevaleceram a garra e o espírito de equipe, ausente em muitas das 37 rodadas disputadas até agora. E, para surpresa de muitos, ainda chegaremos à última rodada disputando vaga na Copa Sulamericana. Só a mística tricolor para explicar e para fazer o torcedor acreditar!

Como podem perceber os que acompanharam o texto até aqui, engoli cada uma das críticas que fiz a Dado Cavalcanti, como se sapos fossem. E qual o gosto dos sapos? O gosto delicioso da série A. BBMP!!

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