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Coluna

Djalma Gomes
Publicada em 11/02/2021 às 16h14

Evidências de um final infeliz

Se um homem não sabe a que porto se dirige, então nenhum vento lhe será favorável.

A frase acima é de Sêneca, pensador que nasceu no ano 4 a.C. e faleceu no ano 65, em Roma. Como sou um aficionado pelos grandes pensadores, costumo usar suas frases como metáforas para exemplificar fatos atuais.

A angústia pela qual passa o torcedor do Bahia é parte de uma tragédia anunciada lá pelo meio do ano passado e hoje com aparente evidências de final infeliz. A tropa sente seu comandante fragilizado e com pouca munição para continuar na guerra, já que as estratégias falharam e a vaidade do General falou mais alto que a ineficiência da tropa.

Em épocas de fatos críticos, principalmente, deveria existir -- e se existe não funciona -- um portal de transparência para que toda a torcida tivesse a informação completa sobre as dificuldades, que sabemos existem, mas quando essas ficam ocultas para o além muros abrem-se brechas para todo tipo de dúvidas e especulações -- na verdade o "democrático" Bahia é uma caixa preta, haja vista uma reunião solicitada à diretoria do clube pela Oposição cuja condição exigida foi manter sigilo absoluto. Assim foi feito.

Num raciocínio lógico chega-se à conclusão que Bellintani é tocado pela vaidade e não quer macular seu perfil como administrador à frente do clube e oculta o que não necessita ser ocultado. A própria reeleição dele aponta para a hipótese que  publicar as mazelas da sua administração poderia afetar a sua reeleição, isto porque noticiar um lado que ninguém acreditava que houvesse poderia provocar alguma insurreição da torcida o que possivelmente faria surgir mais candidatos à presidência do clube.

Mesmo com todas essas "precauções" caíram os muros e a realidade do Bahia vem chegando aos poucos para conhecimento de todos. Décimo Terceiro parcelado, direitos de imagem dos jogadores postergados até final do Campeonato Brasileiro e o time literalmente caindo pela tabela. Desgaste monumental que poderia ter sido evitado num momento tão delicado quanto agora.

A impressão que passa é que a liderança do comando maior do clube está comprometida. O ambiente entre os jogadores não parece ser o melhor. Dentro de campo tem um grupo que se abraça na comemoração de um gol, e outro, a depender de quem seja o autor do gol, fica claramente indiferente sem sequer uma vibração individual. São detalhes que qualquer observador nota.

Mas como não há nada tão ruim que não possa piorar, surge a grande revolução prometida no departamento de futebol do Esquadrão... Contrataram para ocupar o cargo de Diretor de Futebol o Lucas Drubscky, um jovem de 29 anos de idade sem a devida experiência que o cargo requer. Para este colunista fica claro que Bellintani, como emérito centralizador, não suporta ninguém que possa mandar no futebol do clube mais do que ele. Agora se sabe que Mano não caiu por incompetência. Demitiu-se ante a fragilidade que viu no departamento de futebol -- no resumo, foi dada a senha para o torcedor acessar ao futuro do glorioso E.C. Bahia. 

GRUPO ESTARIA RACHADO

É o que dá para notar nas comemorações de gols quando poucos se abraçam. O caso parece ser entre alguns suplentes com alguns titulares. Contra o Goiás foi gritante isso. Parece que uns não estão falando com outros e um não quer correr para outro, e isso é uma sucessão que retrata a apatia do time em campo.

TREINADOR DE GOLEIROS

Não sei nada sobre o profissional que é treinador de goleiros no Bahia, noto apenas que algo nos métodos fundamentais está equivocado. Ou trata-se de incompetência. Os goleiros estão lentos nas retomadas, sofríveis na reposição, péssimos nas saídas do gol e com reflexos reduzidos. Douglas é um ótimo goleiro, ao contrário do que dizem alguns críticos, só acho que está mal treinado. Bem assim como Anderson demonstrou em campo. 

ZECA

Este é criticado até por responder a alguém através das redes sociais que “também queria saber” referindo-se a pergunta do porque de ele não jogar como titular. É mesmo estranho o fato de ele não ser utilizado já que quando entra, sempre no final de algum jogo que o treinador resolve colocá-lo, não compromete. É injusto estigmatizar o jogador sem a ele ter dado sequência de jogos.

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