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Coluna

Manuelito Magalhães
Publicada em 07/02/2021 às 19h25

Futebol tem lógica?

Sábado, na Arena Fonte Nova, o duelo entre a duas piores defesas do campeonato brasileiro apresentou o único resultado condizente com as campanhas de Bahia e Goiás, um empate com muitos gols (3x3). Resultado esse que colocou ambos os times como favoritos a figurar na série B na temporada 2021.

Nesse momento, o torcedor geralmente tem duas reações. A primeira, olhar para trás e tentar entender “onde erramos”? O que nos fez chegar a esta situação? Fiz esse exercício e fui buscar em colunas passadas, razões para explicar o fracasso. Na última semana de setembro, logo após a derrota para o Athlético-PR, quando abraçamos a lanterna do campeonato escrevi que o Bahia já de algum tempo “vem apresentando problemas no elenco que as inúmeras contratações não conseguem superar. Em todos os setores do time, temos jogadores que não tem perfil para disputar a série principal do Campeonato Brasileiro e isso se apresenta e cobra sua conta ao longo de extenuantes 38 rodadas, tempo suficiente para que apresentem o real nível de seu futebol, que poderia ficar escondido em disputas curtas. (...) Olhando em retrospecto, é visível a dificuldade que o Bahia apresenta em permanecer na primeira página da classificação do campeonato. Sempre falta algo: tropeça em adversários menos estruturados, não consegue repetir boas apresentações.”

Em meados de outubro, quando atingimos 15 rodadas disputadas, me preocupava o fato de que o Bahia não conseguia ser regular, “num campeonato em que regularidade faz a diferença entre estar na Libertadores ou na zona da degola”. Nesse mesmo período, durante uma das paradas do Brasileirão, o presidente Guilherme Bellintani, em entrevista, cobrado sobre o desempenho do time, respondeu que o futebol “se tiver uma lógica, o trabalho que a gente está fazendo vai surtir efeito e a gente vai superar essa fase bem ruim”. Olhando para o elenco com jogadores como Juninho Capixaba, Juninho, Anderson, Nino, Clayson, além de decisões como as contratações de Elias e Anderson Martins, torço muito para o presidente ter errado, não só na condução do clube, como também em sua afirmação. Afinal, se o futebol tiver lógica, nosso destino foi traçado na maternidade, como diria Cazuza.

Tenho certeza de que nada mudará até o fim do campeonato, mas torço muito para o presidente inverter a lógica (olha ela aí de novo...) e efetivar Cláudio Prattes como treinador nessas três últimas partidas. Foi ele o técnico nas melhores atuações do Bahia na Sulamericana e no campeonato nacional, além de que, para mim, está evidente que Dado Cavalcanti não está à altura do desafio colocado em suas mãos, lhe falta vivência de futebol. Como não perceber que Anderson, Juninho e Capixaba desequilibram o sistema defensivo? Foi exatamente esta a formação que ele colocou em campo para segurar o triunfo contra o Goiás. Nada contra tirar Gilberto e fechar o time, o problema foi a escolha do substituto, Juninho. Pior ainda a combinação com o goleiro e o lateral esquerdo. É só rever o gol de empate do time alviverde que entenderemos a dimensão da falta de percepção de nosso treinador.

A segunda reação do torcedor é olhar para frente e acreditar. Enquanto houver chances matemáticas, não se joga a toalha. Já não importa mais qual a escalação ou quem é o adversário. Vale a mística tricolor e a esperança de permanecer na série A em 2020. Entrei nesse modo de torcer desde antes a partida contra o Goiás. Vamos surpreender! BBMP!!

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