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Coluna

Manuelito Magalhães
Publicada em 02/05/2021 às 22h19

Gol Contra de Raudinei

Na última coluna que aqui publiquei (“Meio Cheio, Meio Vazio – 19 de abril), afirmei que a sequência de jogos do tricolor -  contra Montevideo City pela Sulamericana e contra o Fortaleza, pela Copa do Nordeste - mostraria se Dado Cavalcanti era merecedor da confiança da torcida para comandar o Bahia em 2021. Vou quebrar o suspense e já começarei afirmando que, na minha opinião, nosso técnico mostrou amadurecimento e conhecimento do elenco suficientes para ser mantido no cargo, qualquer que seja o resultado da disputa do título diante do Ceará e da luta pela liderança do grupo na Sulamericana, na próxima terça-feira, quando enfrenta o Independiente, da Argentina. 

O torcedor-leitor mais irritado deve estar se perguntando se eu assisti ao primeiro jogo da final da “Lampions League”, no sábado passado. Não só assisti, como também me decepcionei com o resultado, fruto do acaso e da displicência de Oscar Ruiz que, no último minuto de jogo, vira de banda para a bola chutada por Jael, traindo Mateus Teixeira. No entanto, não despejo minha frustração com o placar nas costas de Dado Cavalcanti. Estivesse eu no banco do Bahia no lugar de nosso treinador, teria tomado as mesmas decisões que ele. Diante da merecida e estúpida expulsão de Luiz Otávio, na dúvida entre sacar Rossi e Daniel, também optaria por este último. E digo mais: se tivesse tirado Rossi, diante do placar adverso, hoje os mesmos críticos estariam a afirmar que o técnico “abriu mão de ganhar o jogo”, se “acovardou”, entre outros adjetivos não-publicáveis.

A crítica de que o técnico tricolor perdeu o meio-campo só encontra eco em quem não percebe que a expulsão de Luiz Otávio prejudicou muito mais o Bahia do que a expulsão de Charles prejudicou o Ceará, isto porque era obrigatória a recomposição da defesa tricolor, enquanto o alvinegro cearense pode se ajustar sem recorrer à substituição. Também não endosso os argumentos de que Dado insistiu muito tempo com Rodriguinho e Gilberto em campo. Ambos os jogadores cumpriram uma função tática importante, de recomposição defensiva, quando estávamos com dez jogadores e o Ceará com onze. Quem não viu Rodriguinho marcando na lateral esquerda e Gilberto jogando de cabeça de área? Era absolutamente natural que, no segundo tempo, dez contra dez, o técnico desse a ambos a oportunidade de jogarem em suas posições habituais. Infelizmente, até por conta do cansaço físico, não renderam como em partidas anteriores, o que levou à substituição dos dois atletas, assim como de Thaciano, cuja atuação não deixou boas lembranças.

Trabalho e dedicação não tem faltado ao elenco do Bahia, nem à comissão técnica. Em março passado, aqui neste espaço, após golearmos o Sport, esbanjando otimismo, não via a hora de enfrentarmos o Ceará. Continuo otimista. Hoje, o alvinegro de Porangabussu é o adversário a ser batido por quem almeja a liderança no Nordeste. Também é o adversário ideal para medirmos nossas forças e verificar nossa evolução. Nesse ponto, é inegável que tivemos uma partida equilibrada, apesar de perdemos um jogador com menos de vinte minutos de jogo. É indiscutível que o elenco e a formação do tricolor estão melhores que na final de 2020. Não é possível que os “Deuses do Futebol” tenham nos abandonado. Por falar nisso, se é verdade que o Bahia é um eterno gol de Raudinei, sábado passado o gol foi contra...

O Ceará era favorito ao título antes dos primeiros noventa minutos. Continua favorito a levantar a taça de campeão, mas a disputa não está encerrada. Diferentemente do ano passado, não é impossível ao Bahia vencer a segunda partida, ainda que seja na arena Castelão. Circunstâncias ruins de jogo não se repetem eternamente e podem acontecer com sinal invertido, atingindo o adversário. A sequência negativa de oito jogos sem vencermos os cearenses - a última alegria nossa foi em 2018 – longe de se transformar em uma tábua rasa, pode muito bem servir de estímulo para uma virada tricolor. Eu acredito! BBMP!!

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